Nesta quarta-feira (2/4) comemora-se o Dia Mundial do Autismo, data criada em 2007 pela Organização das Nações Unidas (ONU) para celebrar as conquistas e avanços na luta em prol das pessoas com o Transtorno do Espectro Autista (TEA), além de conscientizar a população sobre o tema. Em Contagem, uma programação especial de atividades marcam o “Abril Azul” na cidade, uma realização do Grupo de Apoio aos Autistas, Pais e Familiares (Amais Contagem), em parcerias com a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC), por meio da Superintendência da Pessoa com Deficiência, e outras instituições.
As ações tiveram início já nesta terça-feira (1º/4), com a participação da presidente do Amais, Josy Silva, na Tribuna Livre da Câmara Municipal de Contagem. Mãe atípica, que milita pela causa há mais de 15 anos, Josy aproveitou o momento para destacar a importância de trazer visibilidade às pessoas com TEA.
Para a superintendente da Pessoa com Deficiência, Ludimila Rezende, “a expectativa com esta ação é de que lancemos luz sobre o tema e possamos, cada vez mais, integrar a temática em nossas vidas, compreendendo a necessidade de avançar, mas também, de celebrar tudo que já foi conquistado até aqui”.
Outra ação para dar visibilidade ao autismo na cidade está sendo realizada durante toda a quarta-feira (2/4), com uma panfletagem na avenida João César de Oliveira. Esta ação se repetirá, também, no próximo sábado (5/4), na Feira do Eldorado, das 9h às 12h.
Já no domingo (6/4), haverá uma carreata em celebração ao Dia Mundial de Visibilidade e Conscientização do Autismo. A concentração está marcada para as 8h, na praça da Jabuticaba, partindo, em seguida, em direção ao Parque Ecológico Eldorado. Após a chegada, será feita uma confraternização, que contará com apresentação cultural. Além disso, a sede da Prefeitura e a Câmara Municipal de Contagem serão iluminadas de azul durante todo o mês.
Transtorno do Espectro Autista (TEA)
É um distúrbio de desenvolvimento que, segundo estimativas do Centro de Controle de Doenças (CDC), afeta 70 milhões de pessoas em todo o mundo, com 2 milhões de casos apenas no Brasil. Esse distúrbio leva a severos comprometimentos de comunicação social e comportamentos restritivos e repetitivos que tipicamente se iniciam nos primeiros anos de vida.
A indicação é que o diagnóstico clínico seja feito o mais precoce possível, de preferência até 3 anos de vida. Isso reforça a importância de que profissionais de saúde e educação tenham o conhecimento sobre o desenvolvimento infantil neurotípico, para que possam contribuir na identificação e encaminhamento para investigação de possíveis casos de TEA. Os profissionais de neuropediatria e psiquiatria infantil, que são especializados para fazerem o diagnóstico, devem averiguar, entre outros aspectos, o histórico familiar de condições neuropsiquiátricas ou de transtornos de desenvolvimento.