A Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Saúde - SMS, tem alertado a população sobre a importância do combate e prevenção da febre amarela. Trata-se de uma doença infecciosa aguda grave, que é transmitida pela picada de mosquitos infectados e assim como a dengue, chikungunya, e zika não possui transmissão direta de pessoa para pessoa. A grande diferença entre essas doenças é que para a febre amarela há vacina eficaz e segura disponível.
Mesmo no inverno, é importante manter os cuidados contra a febre amarela. Por isso, a SMS intensificou as ações de conscientização e prevenção, bem como a mobilização das campanhas de vacinação, por meio da orientação para a população sobre a sua importância. A SMS também fez um levantamento da cobertura vacinal no município e identificar as áreas onde é necessário estimulá-la, para minimizar o risco de infecção e disseminação da doença no município.
Conforme explica a bióloga Virgínia Seixas Santana, da Unidade de Vigilância em Zoonoses — UVZ, a febre amarela entra no plano de controle das arboviroses. “Isso quer dizer que todas as ações realizadas para o controle do mosquito Aedes aegypti são válidas para a contenção da febre amarela. O controle das arboviroses é um desafio de saúde pública, por isso é importante que haja participação popular para manter os ambientes limpos e organizados, medida que evita uma série de doenças”, afirma.
A população deve tomar alguns cuidados para evitar a proliferação do Aedes aegypti, mosquito vetor da febre amarela, como tampar os tonéis e caixas d’água, manter as calhas sempre limpas, deixar garrafas sempre viradas com a boca para baixo, manter lixeiras bem tampadas, deixar ralos limpos e com aplicação de tela, limpar semanalmente ou preencher pratos de vasos de plantas com areia e retirar água acumulada de objetos.
Além do plano de controle das arboviroses, Contagem oferta vacina contra a febre amarela nas salas de vacina da cidade.
Sintomas e prevenção
A febre amarela possui importância epidemiológica por sua gravidade clínica e potencial de disseminação, além do risco de reurbanização da transmissão em áreas infestadas pelo mosquito Aedes aegypti.
Desse modo, é importante manter-se atento aos sintomas, como o início súbito de febre, calafrios, dor de cabeça, dores nas costas, dores no corpo, náuseas, vômitos, fadiga e fraqueza. Ao surgimento dos sintomas, é recomendado procurar por atendimento médico na Unidade Básica de Saúde — UBS de referência e informar sobre qualquer viagem ou exposição realizada em áreas rurais ou de mata e/ou se houve mortandade de macacos próximos aos lugares visitados, assim como picadas de mosquitos.
A epidemiologista da Diretoria de Vigilância Epidemiológica — Divepi, Maria Helena Franco Morais, esclarece que o prazo de período da infecção varia de pessoa para pessoa. “Geralmente, o período é o comum de uma virose, sendo o prazo de uma semana. Porém existem alguns casos de pessoas que podem desenvolver a melhora, e, logo após, ocorre o retorno da doença com um caso grave”, destaca a epidemiologista.
Em caso de agravamentos da doença, o paciente deve procurar atendimento médico o mais rápido possível em uma Unidade de Pronto Atendimento — UPA.
Vale ressaltar que macacos não transmitem a febre amarela e assim como os humanos eles são infectados. Caso seja encontrado algum macaco/mico doente ou morto, entre em contato com os profissionais responsáveis para que sejam feitas análises e estudos para detectar se a causa da morte foi de fato a febre amarela.
Com relação ao recolhimento de micos mortos, principalmente, os encontrados próximos a áreas de mata, o procedimento é realizado pelos profissionais do Controle de Zoonoses dos distritos sanitários.
Vacina
A vacina é a maneira mais eficaz e segura de se prevenir para evitar o contágio da doença. O Sistema Único de Saúde — SUS oferta a vacina contra a febre amarela de maneira gratuita para toda a população. Para ser imunizado, basta comparecer a uma unidade credenciada com o cartão de vacina e documento de identidade. As salas de vacina funcionam das 8h às 16h30, de segunda a sexta-feira.
Segundo o Ministério da Saúde - MS, a vacina é indicada para:
Crianças, ao completarem nove meses de vida, devem tomar 1 (uma) dose;
Crianças, ao completarem quatro anos de idade, devem tomar a dose de reforço;
Pessoas de 5 a 59 anos de idade, não vacinadas ou sem comprovante de vacinação devem tomar 1 (uma) dose;
Pessoas que receberam apenas 1 (uma) dose da vacina antes de completarem 5 anos de idade devem tomar 1 (uma) dose de reforço.
Ainda, de acordo com o MS, a vacina NÃO é indicada para:
Crianças menores de nove meses de idade,
Mulheres amamentando crianças menores de seis meses de idade,
Pessoas com alergia graves a ovo,
Pessoas que vivem com HIV e têm contagem de células CD4 menor que 350.
Pessoas em tratamento com quimioterapia/radioterapia.
Pessoas portadoras de doenças autoimunes.
Pessoas submetidas a tratamento com imunossupressores (que diminuem a defesa do corpo).
Unidade de Vigilância e Controle de Zoonoses — UVZ
Av. João César de Oliveira, 4665 – Eldorado.
Telefone: (31) 99257-0013