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JAN
27
27 JAN 2024
CULTURA
DESTAQUE
MEIO AMBIENTE
REGIONAL ELDORADO
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Conheça Contagem e sua gente: Ricardo Carvalho, criador do “Trilhas da Leitura”
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Quem passa pelo parque Ecológico do Eldorado no terceiro domingo de cada mês, entre março e novembro, se depara com uma série de livros espalhados pelo local. Todos, sem exceção, são gratuitos. Contagense de nascimento e de coração, Ricardo Carvalho, conhecido como Cadinho, vive no mesmo bairro, no Novo Eldorado, há 63 anos. 

Um dos maiores projetos voluntários do parque surgiu em 1º de maio de 2011, após Cadinho ter acabado de passar por um tratamento de câncer. “Eu precisava, naquele momento, dar um sentido para minha vida. Certa vez fui até um coletor de livros aqui, do parque, e tinham vários livros descartados, vários sem utilidade, mas outros ainda novos. Daí veio a ideia de recolher esse material, selecionar e, adiante, fazer do parque um local de coleta de livros”, disse ele, que sempre afirma “amar a cidade e ter orgulho de ter nascido e sido criado em Contagem”.

Entre o final de 2010 até maio de 2011, Cadinho juntou um grande número de exemplares, mas ainda sem o conhecimento e a organização que possui hoje. No entanto, para sua surpresa, o primeiro evento promovido no parque foi um sucesso: mais de 3 mil livros doados. Isso incluiu livros didáticos, de direito, relacionados à saúde, literatura, revista, gibis e até mesmo enciclopédias. “Quando vamos para um espaço público, não sabemos quem estará lá. Pode ter estudantes para o Enem, quem vai fazer concurso público e alguns dos livros podem atender a necessidade daquela pessoa. Então há de tudo”, falou.

O sucesso do projeto é evidente. Em 2023, o número de livros doados chegou a 234 mil. Esse número, considerando o parque, como local de doação, e eventos em Contagem e em outras cidades. Cadinho, que atualmente é gerente do parque Ecológico do Eldorado, deixou o posto em 2012 e continuou o projeto por muitos bairros da cidade, nas oito regiões, até que outras cidades passaram a se interessar por este ato voluntário. “Várias prefeituras passaram a enviar carros para buscar os livros. Em outras ocasiões eu mesmo ia, montava o evento, que normalmente era uma festa, com músicos locais, teatro e dança”, lembrou.

Cadinho passou por Betim, Belo Horizonte, Sabará, Divinópolis, São Gonçalo do Pará, Bom Despacho, Lagoa da Prata, Itaobim e, em breve, Piranga, na Zona da Mata. “Quando entramos Minas Gerais adentro, é sempre uma experiência nova. Em vários lugares as pessoas buscam os livros e, depois, trocam. Em muitos locais, mais simples, a oportunidade de ver um determinado livro é menor. Então eles, valorizam muito”, contou.

Um outro viés, dessa vez ambiental, é a destinação de livros inservíveis para a Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Contagem (Asmac) e para a Associação Rede Solidária de Contagem (Coopercata). “Por um tempo eu passei dificuldades, mas nunca vendi esse material. Sempre doei. Até hoje foram cerca de 70 toneladas de material que não foram para o aterro municipal, colaborando com a vida útil dele, colaborando com o meio ambiente. Entre o material doado estão livros antigos de direito que não servem mais, outros em estado ruim de conservação, papelão. É um lado ecológico do projeto”, destacou.

“Quem tiver livros em casa e queira doar, pode ir direto ao parque e procurar por mim. Seja empresa ou pessoa física. O importante é buscar quem vá usar e adquirir conhecimento. Caso queiram que a gente faça o Trilhas da Leitura em alguma escola, podem entrar em contato também, no meu telefone 31 989671654”, finalizou ele, que pretende chegar a um número especial de livros doados em 2024: 250 mil. Para alcançar essa marca, precisa doar cerca de 16 mil até dezembro. 

Autor: jornalista João Cavalcanti / Edição Carol Cunha
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