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02 MAR 2026
HABITAÇÃO
MEIO AMBIENTE
SECRETARIA GERAL
Contagem é uma das 11 cidades escolhidas para implantar projeto climático federal
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A iniciativa será implementada no Nascentes Imperiais. No bairro haverá investimentos para adaptação às mudanças climáticas, promovendo soluções sustentáveis e participação popular

Contagem reafirmou seu protagonismo nacional com a justiça climática ao ser selecionada entre as 11 primeiras cidades do país que receberá o projeto Periferias Verdes Resilientes. O bairro Nascentes Imperiais, na região do Petrolândia, foi o local escolhido pela iniciativa do governo federal, que é voltada à adaptação climática em áreas periféricas. O lançamento ocorreu nesta segunda-feira (2/3), no gabinete da prefeita Marília Campos, que recebeu representantes do Ministério do Meio Ambiente, Iclei América do Sul e da ONG Perifa Sustentável.

Com investimento do Fundo Clima, no valor aproximado de R$ 2 milhões, a ação fortalece as políticas públicas já em curso no município, promovendo soluções baseadas na natureza (SBN) para o enfrentamento de riscos hidrológicos e de altas temperaturas, com metodologia participativa e foco no desenvolvimento sustentável. O bairro Nascentes Imperiais, onde a iniciativa ocorrerá, já passa por um processo de urbanização, com apoio do Novo PAC. No local ocorrerá reforma estrutural completa, com escuta dos moradores, revitalização e construção de novos ambientes, o que vai possibilitar uma melhoria na vida dos moradores. 

Já o projeto Periferias Verdes Resilientes prevê oficinas de planejamento, capacitação, implementação e monitoramento de ações para reduzir os impactos das mudanças climáticas, com foco em riscos hidrológicos e altas temperaturas, por meio de metodologia participativa. Em parceria com o Instituto Perifa Sustentável, responsável pela mobilização, a proposta garante a participação ativa dos moradores, assegurando engajamento populacional e o protagonismo das pessoas que permeiam aquele ambiente na construção e execução das soluções. 
Durante a agenda, a prefeita Marília Campos destacou a importância do trabalho diário e coletivo que é realizado, permitindo que Contagem seja pioneira em políticas como essas, que transformam a vida das pessoas.

“É um trabalho incansável, feito por tantas equipes técnicas comprometidas e por instituições parceiras que nos ajudam a transformar nossa cidade em um lugar mais verde, resiliente e sustentável. Lá no Nascentes Imperiais, além do PAC, estamos sendo contemplados também por esse investimento, que une o desenvolvimento urbano com a sustentabilidade, mantendo uma relação harmônica com o meio ambiente em um local que, como o próprio nome já diz, possui cursos de água que precisam ser cuidados,” 
Prefeita Marília Campos

O diretor nacional de Meio Ambiente do Ministério de Meio Ambiente e Mudança do Clima, Maurício Guerra, ressaltou que o pioneirismo de Contagem em tantos programas federais se dá devido à capacidade do município em executar esses projetos. “Hoje foi o início do lançamento do projeto Periferias Verdes Resilientes, um ato inédito aqui na cidade. A convergência de novos investimentos no município não se dá por acaso, mas sim porque a gestão local dá capacidade para o recebimento dos recursos, possuindo equipe, estrutura e governança para tirar do papel e colocar em prática essas ações,” concluiu Maurício. 

A agenda também foi marcada pela entrega do Plano de Ação Climática (Plac), documento que consolida o planejamento estratégico de Contagem para o enfrentamento das mudanças climáticas, com diagnóstico dos riscos e vulnerabilidade nos territórios. Elaborado em parceria com o Iclei, o plano estabelece diretrizes e metas para orientar políticas públicas de proteção ambiental, reforçando o compromisso permanente do município com a sustentabilidade.

O secretário-Geral do Iclei América do Sul, Rodrigo Perpétuo, pontuou que o projeto Periferias Verdes Resilientes já é a primeira ação de implementação do Plac em Contagem. “Estamos entregando o Plano de Ação Climática da cidade e, juntamente, essa ação de implementação, que é a intervenção de urbanização e utilização de soluções baseadas na natureza para a comunidade lá no Nascentes Imperiais,” afirmou. 

Com abordagem colaborativa e comunitária, o projeto Periferias Verdes Resilientes visa complementar as ações estruturais e institucionais em andamento, com foco na inserção da população local como agente ativo na recuperação ambiental do território. Para a cofundadora da ONG Perifa Sustentável, Mahryan Sampaio, a justiça climática está diretamente ligada à participação popular. “Falar de sustentabilidade nas periferias é reconhecer a importância do engajamento social. Nosso objetivo é garantir que a comunidade participe da implementação das soluções baseadas na natureza, seja ouvida e atue como parte fundamental na construção e execução do projeto no território”, afirmou.

Também estiveram presentes no encontro os secretários de Meio Ambiente, Geraldo Vitor de Abreu e de Habitação, Mônica Bedê ; além do administrador regional Petrolândia, Naldo Assis; do representante do Iclei Minas Gerais, Thiago Grego; e da diretora do Perifa Sustentável, Gabriela Alves. 
 

 
Projetos foram apresentado à prefeita Marília Campos e à equipe de governo para o desenvolvimento das ações. Fotos: Luci Sallum/PMC

Encontro prévio

Antes da reunião no gabinete da prefeita Marília Campos, secretários, subsecretários e representantes do Ministério de Meio Ambiente, Iclei, ONG Perifa Sustentável e servidores estiveram reunidos no Centro de Educação Ambiental (CEA) Vargem das Flores, localizado dentro do parque Gentil Diniz. Na ocasião foi abordado, previamente, a atuação de cada secretaria envolvida (Desenvolvimento Social e Segurança Alimentar, Habitação e Meio Ambiente), assim como será feita a mobilização junto à população para que as soluções baseadas na natureza sejam não apenas fins, mas meios de benefício social.

De acordo com a coordenadora de Conformidade Climática da Prefeitura de Contagem, Maria Thereza Mesquita, os próximos passos para a efetivação do projeto vão depender de um deslocamento até o bairro, onde ocorrerá uma troca de informações com os próprios moradores. Para ela, “é necessário construir o projeto junto à comunidade, compatível com as necessidades e as possibilidades do que pode ser feito dentro do local. Vamos ver o que melhor atende, se é construção de hortas comunitárias, teto verde, jardim de chuva ou outra solução baseada na natureza. O recurso não é para mapear ou escolher, é para implementar”, declarou.
 

 
No parque Gentil Diniz, foram discutidas as funções de cada ente e secretaria para a implementação do Periferias Verdes Resilientes. Fotos: Luci Sallum/PMC


 
Autor: repórteres Bella Cerqueira e João Cavalcanti / Edição Carol Cunha
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