A chuva que caiu na cidade na manhã desta terça-feira (2/12), não desanimou os estudantes da Escola Municipal Dona Babita Camargos, que participaram do plantio de 220 mudas de árvores, que vão compor a segunda Floresta de Bolso da cidade. O novo espaço está sendo implantado na avenida João de Deus Costa, em frente à escola, e reforça o compromisso do município em ampliar as áreas verdes e promover bem-estar e qualidade de vida para a população. Entre as espécies plantadas estão pata-de-vaca, aldrago, fedegoso, palmeiras, embaúba, ipê-branco, jequitibá e aroeira-pimenteira.
A prefeita Marília Campos acompanhou a atividade e afirmou que ações como essa ajudam a mudar a paisagem da cidade, aproximam a comunidade da natureza e preparam o município para os desafios climáticos, como a redução das temperaturas. Ela explicou que, nos últimos anos, Contagem vem intensificando o cuidado com o meio ambiente, em um compromisso de ampliar a qualidade de vida, criar mais espaços de lazer e convivência e melhorar as condições urbanas para a população.
“Hoje nós estamos aqui, em frente à Babita plantando estas mudas, mas a intenção é fazer isso em toda a cidade.
O que queremos é uma cidade com mais frescor, mais agradável, com ar mais limpo.
A gente planta junto, cuida junto e assim, vamos transformar Contagem em uma cidade cada dia melhor”.
A prefeita também deixou um dever de casa para os estudantes: escolher o nome do espaço. Quando as aulas retornarem no próximo ano, uma placa será instalada com o nome escolhido pelas crianças.
Segundo o presidente da Conparq, Avair Júnior, a iniciativa faz parte da estratégia municipal de recuperação ambiental. Ele explicou que a ideia é resgatar áreas “endurecidas” da cidade, criando vida onde antes havia apenas concreto. Avair destacou que a expectativa é realizar, até o final do período chuvoso do ano que vem, o plantio de cerca de 3.800 mudas de árvores.
“Quando a gente recupera um espaço como este, a cidade ganha novas possibilidades. Cada área revitalizada se torna um ponto de encontro, de sombra, de convivência. Nosso objetivo é que esses locais deixem de ser apenas passagem e se tornem parte da vida das pessoas”, afirmou.
Esse plantio é resultado de uma parceria entre a Autarquia de Parques e Praças (Conparq), as secretarias de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e de Obras, além da empresa Viveiro Campo Lindo (VCL).

Ao contribuir com a revitalização do espaço urbano, os estudantes tiveram a oportunidade de aprender na prática sobre a preservação do meio ambiente - Fotos: João Pedro Alcântara/PMC
A diretora da escola, Fatinha Pinheiro, lembrou que a preparação começou dias antes. A equipe da Conparq esteve na escola para explicar o projeto e apresentar o conceito da Florestas de Bolso. A proposta era que eles entendessem a importância da ação e vivessem desde o início, o crescimento da nova área verde.
“As crianças aprenderam na prática o que significa cuidar da natureza. Nós perdemos árvores perto da escola recentemente e sentimos o aumento da temperatura. Eles perceberam isso também. Cada muda plantada nesse local hoje, vira uma sementinha de consciência ambiental que estamos plantando em cada estudante”, afirmou.
Um dos mais empolgados para viver a experiência, foi o estudante Arthur Souza, 10, que aprendeu direitinho o que foi ensinado pela equipe e explicou que está muito feliz de contribuir para ajudar a cidade e também deixar a porta da escola mais bonita. Para ele, o plantio é importante para melhorar o ar e reduzir o calor não apenas perto da escola, mas em toda cidade.
Foto: João Pedro Alcântara
“Eu gostei de colocar a mão na terra. A árvore começa pequena, mas depois cresce e fica aqui por muito tempo.
É legal saber que eu ajudei. A gente aprende que cada muda faz diferença.
Quando a gente planta, a cidade muda um pouco por nossa causa.
Daqui a alguns anos, quero passar aqui e lembrar que eu também fiz parte disso.”
Arthur Souza
O que é Floresta de Bolso?
As florestas de bolso são núcleos de vegetação, prioritariamente nativa, criados para inserir áreas verdes no ambiente urbano. A proposta busca ampliar a biodiversidade e melhorar o microclima, com sombra e presença de fauna, além de qualificar espaços públicos para enfrentar mudanças climáticas sem perda de qualidade de vida. O conceito foi planejado pela equipe da arquiteta e urbanista Rosana Piló, da Conparq.
Localizadas próximas a escolas, as áreas funcionam como espaços de aprendizagem. As crianças acompanham o surgimento das novas formações naturais e podem participar de ações relacionadas ao cuidado com o local. Em regiões quentes e com grande circulação, as florestas atuam na captura de poluentes.
A gestora ambiental da Conparq e responsável técnica pelo projeto, Milene Pereira, explicou que a iniciativa segue uma técnica japonesa que adensa o plantio para acelerar a formação do bosque. Segundo ela, o método estimula o crescimento em altura e o adensamento cria abrigo para a fauna. “Aqui, a ideia não é lazer, e sim melhorar o clima. Como é uma avenida de tráfego intenso, o objetivo é capturar partículas da atmosfera e reduzir a poluição e a temperatura”, explicou.
Entre os objetivos das florestas de bolso estão a reintrodução de espécies nativas na área central, a melhoria da qualidade do ar, a redução de ilhas de calor e a criação de refúgios de convivência. Os resultados esperados incluem microclimas mais frescos, maior infiltração da água da chuva, diminuição de ruídos e poluentes e retorno da fauna local. O projeto reaproveita folhas e flores da varrição como cobertura orgânica para nutrir o solo.
O responsável pelos plantios, Lucas Marinho, informou que outras áreas da cidade já estão previstas para receber novas unidades. Ele destacou que os plantios realizados nos canteiros das avenidas João César de Oliveira e Francisco Firmo de Matos serão conectados às futuras florestas, formando um corredor ecológico. A equipe também desenvolve uma nova ação que vai unir vegetação, cuidado com a cidade e usos diretos para a comunidade.
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