Os membros do Conselho Municipal de Assistência Social (CMASC), eleitos no dia 13 de março para o biênio 2025-2027, tomaram posse nesta quinta-feira (3/4), no auditório da Prefeitura. O evento contou com a apresentação musical da Orquestra Jovem das Gerais, que deu o tom tocando músicas brasileiras, como “Asa Branca” e “Fico assim sem você”, e clássicas como “As Quatro Estações”, de Vivaldi. CLIQUE AQUI e acesse a galeria de fotos!
Ao dar posse aos novos membros do CMASC, a prefeita Marília Campos ressaltou a importância do trabalho que irão desenvolver.
“Vocês vão me ajudar a governar para que consigamos realizar sonhos,
reduzindo as desigualdades sociais com políticas públicas
que implementamos no município.
Parabéns a vocês, que doam parte dos seus tempos,
diariamente, para a cidade”.
Marília Campos, prefeita de Contagem
“Contagem tem feito uma política de enfrentamento às vulnerabilidades, que ora está na prevenção, ora no amparo. Estamos com um projeto robusto, que elegeu 187 conselheiros para discutirem assuntos relativos a vilas, favelas e periferias. Teremos, em breve, um outro programa, destinado às pessoas em situação de rua, como outras situações também ligadas às vulnerabilidades. Este conselho, como outros da cidade, são de imensa importância para continuarmos esse enfrentamento e para que essa participação popular, que tem crescido na cidade, seja um legado dessa gestão”, completou a prefeita.
A posse do novo conselho, na visão do secretário municipal de Desenvolvimento Social, Trabalho e Segurança Alimentar, Marius Carvalho, representa a continuidade de um segmento atuante na cidade e que, junto aos demais conselhos, estadual e federal, podem garantir investimentos para a assistência social, além de outras atribuições.
“Vivemos em uma sociedade muito desigual e cada município precisa investir para direitos e deveres sejam, de fato, existentes. Isso se faz com investimentos. Esperamos que a PEC 383, que já tramita no Congresso Nacional, seja um diferencial quanto a isso e, quem sabe, com diálogo, consigamos o apoio necessário para que o percentual de 1% da receita corrente líquida da União passe a ser veiculada à assistência social”, reforçou o secretário.
O presidente da Câmara Municipal, Bruno Barreiro, colocou o legislativo municipal à disposição da Prefeitura para que juntos possam desenvolver políticas públicas que cheguem às pessoas que mais precisam. “Essa proximidade é vital para conseguirmos combater esse abismo social”.
Maria da Glória Morais, que esteve à frente do CMASC no último mandato, ressaltou não só os desafios enfrentados, mas os ensinamentos adquiridos. “É um lugar de saber, de construção de políticas. Não podemos deixar de agradecer à participação dos membros da última gestão, que foram solícitos e presentes, com uma participação popular diferenciada, que se viu, inclusive, no dia da eleição. Muito obrigada”.
A nova presidência do CMASC será definida na primeira plenária da nova gestão, que ocorrerá no dia 24/4.
Discurso emocionado
Representando os novos conselheiros eleitos, Glaucia Maria Albuquerque, destacou que espera ser exemplo aos demais usuários da assistência social na cidade. “Faço parte de um segmento que, em algum momento, teve os seus direitos violados. A partir de hoje integro um conselho, que é paritário e deliberativo e, ao mesmo tempo, um campo de luta. Nossos únicos inimigos são os problemas sociais. Enquanto conselheira, estarei atenta a todas as deliberações, orçamentos e vulnerabilidades. Uma andorinha sozinha não faz verão, juntos, faremos história, lembrando que o poder emana do povo”, disse, emocionada.
Por fim, foram chamados representantes, tanto da sociedade civil quanto do governo municipal, para assinarem o termo de posse, de forma representativa. Ao todo, 48 conselheiros tomaram posse.
O CMASC
O CMASC é um espaço público de composição plural, paritária e democrática entre governo e sociedade civil, de natureza deliberativa e consultiva, cuja função é formular e controlar a execução das políticas públicas de assistência social. Ele configura- se como elemento essencial e de extrema importância no controle social e na gestão das políticas públicas do município, devendo ser condutor da defesa dos direitos socioassistenciais definidos no campo da política de assistência social.