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NOV
29
29 NOV 2025
EDUCAÇÃO
Feira de iniciação científica reúne trabalhos de 40 escolas municipais
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Projetos foram desenvolvidos ao longo do ano e reforçam o protagonismo estudantil

Ao longo do ano letivo de 2025, mais de três mil estudantes de 40 escolas da rede municipal de educação desenvolveram projetos de iniciação científica dentro das atividades da “Educação em Tempo Integral de Contagem”. O resultado dos trabalhos foi apresentado nesta sexta-feira (28/11), na Secretaria de Educação, durante a exposição “Saberes Integrados - Feira de Iniciação Científica da Educação Integral”.

A feira científica contou com estandes interativos com projetos investigativos, apresentações artísticas e culturais, mostra de experiências e vivências dos territórios, demonstrações esportivas, banners, experimentos e ações colaborativas. Durante o evento também foi lançado o “Mapeamento de Aprendizagens”, documento que apresenta o percurso formativo da educação integral, evidenciando avanços, desafios e práticas pedagógicas que fortaleceram a aprendizagem. No documento, disponível aqui, também estão todos os trabalhos realizados e apresentados na feira.


Na abertura da feira, o secretário de Educação, Lindomar Diamantino exaltou o esforço dos estudantes, professores e educadores para a realização dos trabalhos. “A educação não acontece só na escola, mas também na cidade e nos territórios. A cidade tem que ser educadora e o que vemos aqui hoje é muito mais do que a feira, pois foram muitos meses de trabalho. O processo é muito rico. Isso aqui representa tudo que vocês (estudantes) estão conhecendo, para transformar a cidade, transformar o mundo”.


Ainda conforme o secretário, o projeto da cidade é ampliar o atendimento da educação em tempo integral, alcançando seis mil estudantes nos próximos anos. Em 2025, são 3.070 estudantes, do 1º ao 9º ano, atendidos no contraturno escolar com as tutorias, alfabetização, letramento e oficinas artísticas, esportivas e culturais.


Educação em Tempo Integral

O desenvolvimento dos projetos de iniciação científica nas escolas é fruto de um trabalho que começou anos atrás, uma trajetória que inclui avaliações, diagnósticos, diálogos, metodologia e produção científica, como explica o gerente de Educação Integral, da Secretaria de Educação, Lucas Emanuel. “A partir de uma primeira avaliação, identificamos as lacunas, aqueles processos que apontavam as dificuldades dos nossos estudantes, as habilidades que ainda não estavam adquiridas. Então, eles foram investigando, pesquisando, usando tecnologias para isso, aprendendo também o processo de leitura e escrita. Depois, fizemos uma última avaliação para identificar o progresso dos nossos estudantes, e, em todos os níveis, vimos um avanço significativo. Então, reconhecemos que associado à tutoria, a todo o trabalho dos agentes culturais de diversas áreas da dança, teatro, música e a produção da iniciação científica contribuíram no processo de desenvolvimento global dos nossos estudantes”, apontou.

Outro destaque apontado pelo gerente de educação integral é a produção de conhecimento, tanto pelos estudantes quanto pela consolidação de políticas públicas. “Esse evento vem para compartilhar com a comunidade as boas práticas da educação integral. São 80 pesquisas sendo apresentadas, todas registradas em documento que é o nosso dossiê de iniciação científica. Nós temos pesquisas de meio ambiente, tecnologia, cultura, arte, matemática e esse processo também veio para auxiliar em todo o processo de alfabetização e letramento”, destacou Lucas Emanuel.


Ainda de acordo com Lucas, que explicou que o projeto já acontece há alguns anos e está cada vez mais consolidado, o programa de educação integral passa por avaliações constantes. “Fizemos avaliação com mais de 100 servidores, mais de 500 familiares, 40 dirigentes para qualificar a política pública e projetar o que almejamos alcançar”.

Saberes integrados

Ao longo do dia, foram diversas atrações para os visitantes da feira, desde apresentações artísticas e culturais, capoeira, jogos, teatro e banda de música, sendo a atração principal foram os estandes com os resultados das produções científicas dos estudantes.

Um desses estandes foi a “Hortinha Poética”, do Educarte Estação do Saber. A jovem cientista Kimberly dos Santos, 10 anos, explicou sobre o projeto. “O nosso projeto científico é ‘Cultivar-te: Horta, Poesia, Educação e Composteira’. Nós colocamos a mão na terra, plantamos alface, tomate, cenoura, produzimos nossos potes de argila, aprendemos para o que servem as plantas. E tudo isso resultou no nosso protótipo que está exposto”.

Outro projeto que cativou os visitantes foi o “Supermercado Líder EMJOG: uma experiência de iniciação científica e metodologia de ensino na prática educativa", da Escola Municipal José Ovídio Guerra. A partir da percepção sobre a qualidade da alimentação das crianças e a curiosidade sobre o funcionamento dos supermercados, a turma criou um jogo de tabuleiro. “Nós iniciamos a construção por meio de uma brincadeira de supermercado mesmo, relacionada à alimentação saudável. E o objetivo do jogo é realmente focar na alimentação, na sustentabilidade, questões como as formas de pagamento”, explicou a professora Juliana Izabel da Silva.

Jogo de tabuleiro produzido pelos estudantes da E.M. José Ovídio Guerra
Foto: Adelcio Ramos / PMC

A estudante Ianka Santos, 10 anos, explica mais sobre o funcionamento do jogo, cujo objetivo é jogar os dados e quem chegar primeiro ao final das casas é o vencedor. “Você joga os dados e quando cair numa casa, tira uma carta, aí pode ser que você avance ou perca sua vez. Têm os personagens, como a grávida, o idoso, têm as cartas de cupom, de entrega grátis, é muito divertido de jogar”.

Já os estudantes da Escola Municipal Virgílio de Melo Franco produziram um livro com o tema “Respeito e Valorização da Identidade Negra: Construindo Consciência e Igualdade no Ambiente Escolar”, como explicam os estudantes Kesley Fonseca e Nathan Cunha, do 6º ano. “O nosso trabalho é sobre vozes negras, porque lá na nossa escola alguns meninos não se identificam como negros. Aí a gente fez esse trabalho para mostrar para eles que não precisa ter vergonha, que pode ser qualquer pessoa independentemente da cor”.

Kesley e Nathan apresentando o livro ‘Vozes Negras’
Foto: Adelcio Ramos / PMC

Na obra desenvolvida, os estudantes também produziram poesias, descobriram novas brincadeiras e destacaram personalidades negras que pesquisaram. “Achei muito interessante conhecer sobre as pessoas negras que mudaram o mundo, como Nelson Mandela, Martin Luther King, Rosa Parks, Mano Brown.  Achei isso muito legal pesquisar sobre a vida deles”, disse Kesley.

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Autor: repórter Fernando Dutra / Edição: Vanessa Trotta