A comunidade da região Industrial deu o pontapé inicial nos eventos de comemoração da volta às aulas em 2026 da rede municipal de educação de Contagem, com o evento realizado na tarde dessa terça-feira (24/2), no Centro Municipal de Educação Infantil (Cemei) Professora Juverci Maria de Freitas Ferreira. A Prefeitura prepara eventos em todas as regiões da cidade para receber as crianças e estudantes, investindo nas escolas, nos professores, na materialidade e na infraestrutura para garantir a melhor aprendizagem a todos.
A prefeita Marília Campos destacou os avanços alcançados na educação municipal ao longo dos anos e a importância da parceria entre escola e comunidade.
“Parabenizo todos os educadores e educadoras pelo cuidado com as nossas crianças,
pelos prêmios que essa escola recebe, isso é sinal da dedicação e compromisso
de cada professor ou de cada professora. Parabéns à comunidade que participa,
pois por meio disso, conseguimos garantir qualidade na educação.
Dizer também do nosso compromisso com a educação, para garantir mais vagas,
sempre observando os trabalhos com o máximo de excelência possível.
Há 20 anos, começamos a promover a inclusão nas escolas, com assistência
para todos, sem deixar ninguém para trás”.
Prefeita de Contagem, Marília Campos
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Evento de volta às aulas no Industrial teve muita diversão para as crianças Foto: João Pedro Alcântara/PMC
“Aqui é uma escola que tem muita história na educação da cidade. A gente volta às aulas com muita alegria. Aqui, na região, a Prefeitura vai entregar um novo Cemei de educação integral. São muitos investimentos importantes, sobretudo na educação infantil. Outra questão importante é o atendimento de inclusão, São mais de 3.000 crianças especiais na rede, 2.000 monitores de inclusão, 68 professores de AEE, e tudo isso reverte na qualidade do acompanhamento e acolhimento das crianças”.
Andrea Martins, destacou a qualidade da escola e do atendimento prestado à, Laura Martins, sua filha de 4 anos, aluna do Cemei Professora Juverci Maria de Freitas Ferreira. “Essa é uma escola de muita referência para gente da região, é uma escola de muito prestígio. Então a gente espera que esse ano ela continue sendo uma escola de ótima qualidade como tem sido até aqui. Estou achando muito interessante esse formato de volta às aulas, principalmente para as crianças. É importante para a gente também, a comunidade escolar, que temos esse contato com a instituição”.
A mãe de Helena Rebeca, de 4 anos, Elizama Santos, também ressaltou a parceria e o acolhimento da equipe da escola com a filha. “Ela (Helena) começou em fevereiro do ano passado, mas ela teve uma interrupção de estudo por causa de um problema de saúde. Tive muito apoio da escola nesse período de tratamento dela, ela continua em tratamento, mas esse ano a médica liberou ela para retornar. Ela está empolgada, animada, gosta das atividades, dos coleguinhas, adora o lanche da escola. Está tudo muito arrumadinho. Eu vi que eles trocaram a parte da cantina, as salas têm cadeiras que são adaptáveis ao tamanho. É um ambiente muito alegre, o pátio, os brinquedos que são disponibilizados”.
Também participaram da festa de volta às aulas 2026 às equipes da saúde bucal, limpeza urbana, educação ambiental e equipe de zoonoses. Além disso, teve a presença marcante da Guarda Civil de Contagem, que animou a criançada com a mascote Duda e o cachorro Paçoca. Também teve show de mágica, circo, palhaço, atividades recreativas, pintura de rosto e cama elástica.
O evento de volta às aulas no Industrial contou com a participação do vice-prefeito Ricardo Faria; da administradora regional Industrial, Mara Castro; familiares e comunidade escolar.
Educação de Contagem é referência
Um dos momentos mais marcantes do evento ficou por conta de Simone Ventura, que relatou sua saga com seu filho Heitor, de 5 anos e autista, até receber a educação de qualidade que tanto buscava e que encontrou no Cemei Juverci.
“O Heitor foi diagnosticado com autismo quando ele tinha um ano. Então, eu comecei o tratamento e procurei uma escola particular para ele conseguir socializar. Esses três anos que o Heitor ficou lá (na escola particular), a sensação que eu tinha sempre era que eu estava pagando alguém simplesmente para olhar o meu filho, como se fosse uma babá, que não tinha um conhecimento do que era o autismo”.

Simone e Heitor, durante relato emocionado da mãe Foto: João Pedro Alcântara/PMC
Simone explica que lutou para que Heitor recebesse a melhor educação, até que recebeu a indicação de matriculá-lo na rede pública de Contagem, uma decisão que mudou sua vida. “Eu tive diversos problemas pessoais, cheguei a adoecer, mas uma paciente minha falou para tirar o Heitor da escola e levá-lo para o Cemei Juverci, que fica próximo. A princípio, eu fiquei com receio até porque quando o Heitor veio pra cá, ele não sabia socializar, não comia sozinho. Ele tinha muitos movimentos de estereotipia, então ele ficava o tempo todo naquele mundinho lacrado fechado dele, assim como eu também estava no meu mundinho lacrado. Eu cheguei aqui no primeiro dia e fiquei muito surpresa de uma forma positiva: tinha uma professora auxiliar para o meu filho e até psicóloga veio conversar comigo”.
Por fim, a mãe destacou a evolução do filho, possível por todo investimento que a Prefeitura realiza no atendimento de inclusão e do acolhimento da escola. “Em quatro meses, o Heitor começou a comer sozinho, ele não tem mais aquela seleção alimentar. Em casa, hoje, ele come sozinho e não aceita que eu coloco comida na boca dele. E agora a gente está fazendo o desfralde, também com a ajuda deles, que nos orientaram. Eu sou muito grata à professora Adriele, que é um anjo na minha vida e às meninas que ajudam o Heitor. Ele conseguiu ser parte dessa escola e eu também sou parte dessa escola, o que me emociona muito”.









