Valorizar as conquistas históricas e as contribuições culturais, políticas, econômicas e científicas das pessoas negras, bem como reforçar o combate ao racismo e às desigualdades ainda persistentes. Esse é o intuito do Dia Internacional das Pessoas Afrodescendentes, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2023, e celebrado, em todo o mundo, no dia 31 de agosto.
Para marcar a data, a Secretaria de Direitos Humanos de Contagem realizou uma ação na Estação Eldorado do metrô. O objetivo foi informar à população sobre a importância da luta contra o racismo e reforçar os canais de denúncia disponíveis.
O Brasil é o país com a maior população negra fora do continente africano. Em Contagem, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 64,3% da população se autodeclara negra. Esse dado reforça a importância de fortalecer políticas públicas voltadas para a promoção da igualdade racial e para a garantia de direitos.

Equipe da Superintendência de Políticas para a Promoção da Igualdade Racial promoveu uma ação para alertar as pessoas sobre a igualdade de direitos e o combate ao racismo
Fotos: equipe SMDH/PMC
O superintendente de Políticas para a Promoção da Igualdade Racial, João Pio, destacou a relevância da atividade. “A ação realizada no metrô foi para divulgar o Dia Internacional das Pessoas Afrodescendentes e proporcionar um momento informativo para a população, trazendo reflexões sobre o racismo e os impactos que ele gera em nossa cidade”.
Dia das Pessoas Afrodescendentes
Entre os objetivos da ONU ao instituir a data estão, celebrar o legado e as contribuições das pessoas afrodescendentes em diversas áreas do conhecimento e da vida social destacar a influência do continente africano no desenvolvimento e na diversidade cultural do mundo; reconhecer a discriminação e os obstáculos enfrentados por afrodescendentes na plena realização de seus direitos humanos; reforçar a necessidade de enfrentamento ao racismo, à marginalização e à estigmatização, bem como lembrar que o legado de séculos de escravidão e exclusão ainda ressoa em desigualdades estruturais.
Sociedade mais justa
De acordo com João Pio, A discriminação racial perpetua injustiças e desigualdades, ferindo a dignidade humana. Ela se manifesta de diversas formas, desde comentários ofensivos até a exclusão sistemática de indivíduos e grupos. Ele explicou que combatê-la exige a participação de todos e a conscientização é muito importante para combater as desigualdades estruturais que ainda existem.
“Infelizmente conscientizar ainda não é o suficiente e são recorrentes as situações de racismo. Nesse caso, uma das ferramentas mais poderosas que temos é a denúncia. Ao denunciar atos de racismo, não apenas buscamos justiça para a vítima, mas também desconstruímos a cultura do silêncio que permite que o preconceito prospere. Denunciar é um ato de coragem e solidariedade, essencial para uma sociedade mais justa e igualitária”, explicou.
Contagem dispõe de espaços para acolher e apoiar denúncias de discriminação racial, confira a seguir:









