A coleta seletiva é um dos eixos da política pública da Prefeitura de Contagem, e sua implantação vem crescendo a cada dia, desde o começo do governo Alex de Freitas, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), que delegou o comando do programa à Superintendência de Planejamento em Resíduos Sólidos (Supres).
A coleta seletiva nos condomínios residenciais, um dos braços do programa, vem sendo ampliada e potencializada nas unidades habitacionais multifamiliares que têm se instalado na cidade. Até o momento, 70 condomínios já participam da coleta seletiva, totalizando aproximadamente 10.000 unidades habitacionais e atendendo quase 25.000 pessoas.
Em mais uma ação da Supres, o serviço de coleta seletiva foi implantado no Hydra Residencial, um grande conjunto habitacional que conta com 800 unidades e que, quando estiver plenamente ocupado, vai receber cerca de 2.400 pessoas.
A síndica do condomínio, Ana Cristina, explica que os moradores ainda estão se mudando para unidades: “Hoje, temos cerca de 250 moradores, distribuídos em 200 unidades. Realizamos um trabalho de conscientização para a importância da coleta seletiva. É um convencimento diário, mas estamos tendo boa aceitação. Os moradores já estão vendo a importância e a necessidade de separar o lixo antes do descarte. Nossa próxima etapa é a implantação da coleta do óleo de cozinha usado. Importante começar agora esse trabalho, enquanto temos poucos moradores, para que, quando a lotação estiver completa, a cultura da coleta seletiva já esteja implantada”, observa.
A implantação da coleta seletiva em Contagem tem contribuído para o desvio dos resíduos recicláveis do Aterro Sanitário e seu retorno à cadeia produtiva. O serviço também garante a geração de trabalho e renda para os catadores de materiais recicláveis da Asmac e Coopercata, organizações parceiras da Prefeitura, que vêm tendo um aumento significativo em suas operações.
Lorraine de Paula Andrade (27 anos) e Joílson Almeida (29 anos), catadores de material reciclável, explicam que a atividade garante o sustento de várias famílias. “É muito importante a adesão dos condomínios e a divulgação desse trabalho que fazemos em parceria com a Prefeitura. Lá no galpão da Coopercata, temos várias famílias que sobrevivem diretamente desse trabalho de coleta seletiva”, conta Joílson. Lorraine explica que o serviço de coleta é a base do seu orçamento familiar: “Eu e minha mãe somos catadoras. É o que garante a comida na nossa mesa. Se isso acabar, vamos certamente passar dificuldades. E a gente gosta do que faz”.
Atualmente são coletadas, aproximadamente, 120 toneladas de resíduos recicláveis por mês. São atendidos dez bairros e 87 quilômetros de vias, além de 94 grandes geradores de resíduos, 52 repartições públicas, 54 escolas/instituições de Ensino e 70 condomínios residenciais, correspondendo a cerca de 10.000 unidades habitacionais. No geral, até o momento, 10% da população de Contagem já estão sendo atendidas pelo serviço de coleta seletiva porta a porta, realizado uma vez por semana, mas o programa continua em franco crescimento.









