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Notícias
OUT
09
09 OUT 2026
HABITAÇÃO
Gestão de riscos em Contagem é trabalho permanente e planejado
Foto Noticia Principal Grande
Foto: Arquivo Habitação/PMC
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A gestão de riscos geológicos e hidrológicos em Contagem é um trabalho permanente da Prefeitura, realizado ao longo de todo o ano e intensificado de acordo com as condições e necessidades de cada região. A atuação reúne conhecimento técnico, planejamento, monitoramento, trabalho social, intervenções e capacidade de resposta, com o objetivo de antecipar situações de risco, proteger vidas e reduzir danos à população. As ações são desenvolvidas de forma integrada e intersetorial, especialmente nas Áreas de Especial Interesse Social, envolvendo diferentes órgãos e áreas da administração municipal, de acordo com suas respectivas atribuições. 

Conhecer para planejar e prevenir 

O conhecimento da região é uma das bases para uma gestão de riscos eficiente. Por meio do geoprocessamento e de estudos técnicos, o município realiza a caracterização, análise e mapeamento de riscos geológicos, geotécnicos e hidrológicos, além da identificação de vulnerabilidades socioambientais.  

De acordo com a secretária de Habitação, Rafaela Guimarães , entre os principais instrumentos está o Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR 2024/2025), que contribui para a atualização da cartografia de riscos, a identificação e classificação das áreas e o planejamento de medidas de prevenção e redução de riscos. “Com base nessas informações, são realizadas vistorias e ações de monitoramento ao longo de todo o ano, incluindo o período de estiagem. “O acompanhamento permanente permite identificar alterações nas condições das áreas monitoradas e subsidiar decisões técnicas, como reavaliação ou reclassificação de risco, intervenções, obras paliativas, remoções e, quando tecnicamente indicada, demolição de estruturas”, explica Rafaela.  

O trabalho começa antes da chuva 

A preparação para o período chuvoso não começa quando chegam as chuvas. Ela é construída durante todo o ano, a partir da atualização dos diagnósticos, do acompanhamento das áreas de risco e do planejamento das ações necessárias. A intensificação do monitoramento das áreas classificadas como R3 – risco alto e R4 – risco muito alto, por exemplo, permite que o município tenha informações atualizadas para subsidiar medidas preventivas e respostas mais rápidas diante de alterações nas condições de risco. 

“Dessa forma, o período de estiagem também é estratégico para a gestão de riscos, pois possibilita planejar ações, avaliar necessidades de intervenção e fortalecer a preparação para o período chuvoso. Proteger vidas e reduzir danos começa muito antes da chuva”, salienta a secretária de Habitação.  
 

 
Obra de contenção realizada em área de risco garante mais tranquilidade e segurança aos moradores. Foto: Arquivo Habitação/PMC

Conhecimento técnico aliado à proximidade com a comunidade 

A prevenção e a redução de riscos também dependem da compreensão das características de cada território e da relação estabelecida com a população. 

O trabalho de proximidade possibilita conhecer a história das áreas, suas formas de ocupação, as transformações ocorridas ao longo do tempo e as diferentes percepções da comunidade sobre os riscos existentes. “Nesse processo, o Trabalho Social tem papel fundamental na aproximação com as famílias e na construção de uma comunicação adequada às especificidades de cada território. A valorização dos saberes locais complementa o conhecimento técnico e contribui para uma compreensão mais ampla da localidade, sem substituir os critérios técnicos utilizados para a avaliação e classificação dos riscos”, pondera a secretária. 

Atuação integrada  

A complexidade das situações de risco exige a atuação articulada de diferentes áreas do município. Nesse sentido, o Comitê Gestor de Áreas de Risco (CGAR) atua como instância colegiada de articulação e gestão compartilhada, contribuindo para o acompanhamento integrado das situações, a análise dos cenários e a definição dos encaminhamentos pertinentes, respeitando as competências de cada órgão. 

No âmbito da política habitacional, a Secretaria Municipal de Habitação (SEHAB), por meio da Superintendência de Urbanização de Interesse Social – Diretoria de Monitoramento e Redução de Riscos Geológicos e Hidrológicos em Áreas de Interesse Social (DMR), realiza o acompanhamento contínuo das situações de risco e atua em articulação com os demais órgãos municipais envolvidos na prevenção e redução de riscos. 

Prevenção e redução de riscos: uma ação contínua 

A gestão de riscos em Contagem está baseada, portanto, em uma atuação permanente que integra conhecimento, planejamento, monitoramento, intervenção e resposta. Mais do que atuar diante de uma emergência, o município busca antecipar riscos, compreender as transformações dos territórios, acompanhar continuamente as áreas monitoradas e planejar ações antes da ocorrência de eventos críticos. Essa estratégia fortalece a capacidade de prevenção e resposta do município e contribui para reduzir vulnerabilidades.  

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