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21
21 SET 2026
DIREITOS HUMANOS E CIDADANIA
Casa dos Direitos Humanos recebe visita de crianças de Nova Contagem
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Nesta segunda-feira (21/9), a Casa dos Direitos Humanos abriu as portas para uma visita especial. Cerca de 70 crianças do Centro de Acolhida Chiara Palazzoli, de Nova Contagem, conheceram as instalações do prédio da Secretaria de Direitos Humanos, na avenida José Faria da Rocha, 1016, no Eldorado. Além de conhecer melhor a estrutura da secretaria, as crianças puderam entender melhor como funciona o dia a dia do órgão público, o que fazem as pessoas de cada órgão e que aquele espaço serve para acolher e proteger a população infanto-juvenil de Contagem.

A iniciativa da visita partiu da oficina “Tecendo Relações com a Rede”, que o Chiara Palazzoli faz com as crianças. Dessa forma, a instituição aproxima a realidade da Casa dos Conselhos e da Secretaria de Direitos Humanos com o que foi abordado na teoria sobre a rede municipal. Elineia Poses, coordenadora do Chiara Palazzoli, falou um pouco sobre a história da instituição e sobre o projeto que levou à visita na Secretaria de Direitos Humanos.

“O Chiara Palazzoli surgiu em 1999, no bairro Nova Contagem, porque, na época, as meninas queriam ter um abrigo e não tinha essa estrutura no bairro. Então elas vinham até o Eldorado que era onde tinham as Irmãs Salesianas, que cuidavam e ficavam com elas. A partir disso, surge o Chiara Palazzoli para ajudar essas crianças e deixá-las mais próximas de suas casas”. “Uma de nossas educadoras trabalha com as crianças sobre os conselhos, sobre essa ligação com a rede, escola, CREAS, CRAS... E aí, é, queríamos abranger mais sobre essa teoria com as crianças para que elas se aprofundassem e vissem realmente que existem essas casas, que elas funcionam e estão ali para acolher e protegê-las”, concluiu.

A superintendente de Políticas Públicas para a Infância e Adolescência, Carolina Ribas, também falou sobre a importância de trazer essa aproximação da população infanto-juvenil à Casa dos Direitos Humanos e o papel de compreender sobre o funcionamento dessas políticas públicas. “A gente fala muito do da criança adolescente como sujeito de direito, mas acaba fazendo um distanciamento pensando que a compreensão deles não consegue abarcar essa complexidade, mas não é verdade. Então quando eles têm acesso a esse espaço que tão ali construindo a política, que tão conversando por eles, tão pensando neles e que eles entendem que esses espaços existem, eu acho que eles conseguem fortalecer a cabeça deles a lógica da proteção. De entender como é que é o município funciona, de entender que tem pessoas prezando pela garantia dos direitos, prezando pelo bem-estar.

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Autor: repórter Leonardo de Deus
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