Para fortalecer e qualificar as práticas profissionais desenvolvidas nos serviços de proteção social básica e especial do município, a Prefeitura de Contagem promoveu, nesta sexta-feira (18/9), na UNA Contagem, o workshop “Criando e Recriando Estratégias de Intervenção no Trabalho Social com Famílias no Suas”. A iniciativa integra as ações de Gestão do Trabalho e Educação Permanente do Sistema Único de Assistência Social (Suas) e é realizada em parceria com o Programa Mala de Recursos Lúdicos, desenvolvido pela Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA) Brasil em Belo Horizonte.
Sob coordenação da Secretaria de Desenvolvimento Social e Segurança Alimentar, a atividade foi estruturada para estimular a participação, troca de conhecimentos e criação de novas ferramentas de trabalho. Ao longo do encontro, os profissionais conheceram a experiência do Programa Mala Lúdica, compartilharam boas práticas e participaram de oficinas, rodas de conversa e dinâmicas. A programação, também, possibilitou a apresentação de diferentes recursos metodológicos e a elaboração conjunta de estratégias para aplicação nas rotinas dos serviços socioassistenciais.
A diretora de Gestão do Suas, Juliana Barone, destacou que a atividade foi pensada como um espaço de troca de experiências e de construção coletiva, com foco no aprimoramento das metodologias utilizadas pelos profissionais da assistência social. “O objetivo foi promover uma troca de experiências, trazendo práticas que possam ser adaptadas ao trabalho desenvolvido com as famílias atendidas pela assistência social de Contagem. É uma oportunidade de conhecer boas práticas e pensar em formas de qualificar o atendimento. Esperamos que essa troca contribua para aprimorar os serviços e, consequentemente, para que as pessoas sejam cada vez mais bem atendidas pela rede de assistência social do município”, disse ela.
Experiência lúdica
Para a coordenadora do Programa Mala de Recursos Lúdicos, Luciene dos Santos, a utilização de estratégias lúdicas pode aproximar os serviços socioassistenciais das famílias e tornar mais acessíveis as orientações e reflexões desenvolvidas durante os atendimentos. “A proposta é compartilhar a experiência do programa e mostrar como a ludicidade pode qualificar o trabalho social realizado com as famílias. É uma estratégia que aproxima a linguagem dos serviços da realidade das pessoas atendidas e facilita a compreensão sobre as ofertas e ações da assistência social”.
A orientadora do Cras Casa Amarela, Rosângela Fonseca, que participou do encontro, ressaltou como as estratégias lúdicas podem contribuir para fortalecer a convivência e participação nas atividades do serviço de convivência. No equipamento, ela acompanha grupos de idosos e adolescentes. “Trabalhamos o fortalecimento de vínculos a partir de três eixos: eu comigo, eu com o outro e eu com a cidade. A proposta é fortalecer a relação entre os participantes, com a comunidade e também com o território, criando oportunidades para que eles conheçam novos espaços e estabeleçam novas relações. Essa experiência amplia a interação e permite abordar diferentes temas de maneira participativa”, afirmou.
Já o cuidador de idosos do Lar Maria Clara, Daniel Ribeiro, destacou que o cuidado com os moradores vai além das atividades de rotina e envolve, também, a criação de momentos de convivência, lazer e estímulo. “Nosso trabalho vai além dos cuidados básicos. Como muitos dos idosos estão em situação de abandono, somos também uma referência de família, apoio e suporte para eles. Por isso, buscamos criar atividades diferentes para quebrar a rotina, como jogos, brincadeiras e momentos de convivência. O encontro trouxe muitas ideias para a nossa rotina.”
Assim como Rosângela e Daniel, a assistente social do Abrigo Girassol, Gleice Kelly, também falou sobre a importância das atividades lúdicas na aproximação com os usuários. Ela contou que já utiliza estratégias semelhantes no trabalho com as crianças acolhidas.“O lúdico faz uma diferença muito grande no trabalho com as crianças, porque é uma forma de nos aproximarmos delas. Nós já desenvolvemos algumas atividades nesse formato, mas o encontro trouxe muitas ideias novas. Saio daqui cheia de ideias e já pensando em como adaptar essas atividades à realidade do abrigo”, finalizou.
Atividades lúdicas como formas de aproximar as famílias atendidas dos serviços disponibilizados, fortalecendo a integração e a identificação com as equipes. Fotos: Ricardo Lima