No dia 15 de maio é celebrado o Dia da Assistente Social, profissão essencial na promoção da cidadania, no acolhimento da população e na garantia de direitos. Em Contagem, esses profissionais atuam diariamente na rede socioassistencial do município, acompanhando famílias, orientando cidadãos e contribuindo para o fortalecimento das políticas públicas de proteção social.
Presentes nos Centros de Referência de Assistência Social (Cras), nos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas), nos serviços de acolhimento e em diversos equipamentos públicos, os assistentes sociais desenvolvem um trabalho baseado na escuta qualificada, no cuidado e na construção de caminhos para o acesso aos direitos. A atuação é fundamental no acompanhamento de famílias e indivíduos em situação de vulnerabilidade, além da articulação da rede de proteção social do município.
É importante destacar que a profissão de assistente social não se confunde com a política pública de assistência social. O assistente social é um profissional que atua em diferentes áreas, como saúde, habitação, Judiciário, Ministério Público e assistência social. Já a assistência social é uma política pública específica de proteção social. Embora seja uma das áreas que mais empregam assistentes sociais no Brasil, a atuação desses profissionais vai além dessa política, reforçando seu papel na garantia de direitos e no atendimento à população.
Nos Cras, o atendimento é voltado à prevenção de vulnerabilidades sociais e ao fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários. Em 2025, a rede, composta por assistentes sociais, psicólogos, orientadores e advogados, realizou mais de 140 mil atendimentos, com média diária de 550 acolhimentos, demonstrando a ampla capilaridade do serviço. Além das orientações sobre benefícios e programas sociais, as equipes realizam o acompanhamento contínuo de casos complexos.
Atualmente, o Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF) acompanha 518 famílias, enquanto outras 1.595 crianças e adolescentes, de 15 a 17 anos, participam do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV).
Nos Creas, os assistentes sociais atuam no atendimento especializado a pessoas que tiveram direitos violados, como em casos de violência doméstica, negligência, abandono e outras situações de vulnerabilidade. Em 2025, o serviço registrou mais de 19 mil atendimentos, com média de 77 atendimentos diários, garantindo acompanhamento técnico especializado e articulação com o Sistema de Garantia de Direitos.
O trabalho é realizado de forma integrada com diferentes políticas públicas, assegurando proteção e acompanhamento às famílias. Atualmente, 522 famílias são acompanhadas pelo Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos (PAEFI), além de 42 adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas.
A assistente social e coordenadora do Creas Eldorado, Ana Paula Santos Gonçalves, destacou os desafios enfrentados diariamente pelos profissionais da área:
“Aqui, lidamos com situações delicadas, como violência doméstica e negligência, e nosso foco é fortalecer vínculos
e garantir que as pessoas possam reconstruir seus projetos de vida com dignidade e respeito. Ser assistente social
é acreditar, diariamente, que toda pessoa merece ter seus direitos assegurados.”
Ana Paula Santos Gonçalves, assistente social e coordenadora do Creas Eldorado
A atuação dos assistentes sociais também é fundamental na política voltada à população em situação de rua. Em 2025, o Centro POP realizou mais de 38 mil atendimentos, acompanhando 4.472 pessoas por meio de ações contínuas de acolhimento, orientação, encaminhamentos e garantia de acesso à rede de serviços públicos.
Na Proteção Social Especial de Alta Complexidade, os profissionais atuam diretamente nos serviços de acolhimento institucional. Ao longo de 2025, 103 crianças e adolescentes foram acolhidos, recebendo proteção integral, acompanhamento técnico e ações voltadas à reintegração familiar ou ao encaminhamento para família substituta, quando necessário.
Os serviços de acolhimento para adultos e famílias também tiveram papel importante no fortalecimento da rede de proteção social. No Abrigo Bela Vista e na Casa de Passagem, 1.044 pessoas foram acolhidas ao longo do ano, sendo 436 acolhimentos realizados especificamente na Casa de Passagem.
O trabalho desenvolvido pelas equipes também contribuiu para a inserção de 67 pessoas no mercado de trabalho, dentro de uma proposta de reestruturação dos serviços voltada à promoção da autonomia e da reinserção social.
Na política de atendimento à pessoa idosa, os assistentes sociais participaram do acompanhamento e da proteção de idosos em situação de vulnerabilidade. Em 2025, foram registrados 23 acolhimentos de pessoas idosas, além do acompanhamento de 125 idosos e da realização de 239 atendimentos domiciliares. As ações priorizaram o cuidado, a proteção social e o fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários.
Além dos atendimentos individuais, os profissionais também desenvolvem atividades coletivas, rodas de conversa, ações comunitárias e articulações com a rede de proteção social do município. A atuação busca fortalecer a autonomia das famílias e ampliar o acesso da população às políticas públicas.
Para os assistentes sociais, o acolhimento humanizado é uma das principais ferramentas de trabalho. Como ressalta Ana Paula:
“Escolhi ser assistente social porque, desde muito jovem, no trabalho voluntário,
sempre acreditei na defesa intransigente dos direitos humanos, especialmente
das minorias e das pessoas em situação de vulnerabilidade. Sempre me incomodou
a desigualdade e a forma como muitas pessoas têm seus direitos negados diariamente.
No Serviço Social, encontrei uma profissão de luta e compromisso ético que vai além do atendimento;
é uma ferramenta de transformação social que se conecta com a minha forma de estar no mundo”.
Ana Paula Santos Gonçalves, assistente social e coordenadora do Creas Eldorado
Assistente social há quase dez anos e diretora de Gestão do Suas (Sistema Único de Assistência Social) de Contagem, Juliana Barone também destacou a importância da profissão:
“Nós, assistentes sociais, lutamos pela defesa intransigente dos direitos humanos, pela justiça social e pela ampliação da cidadania.
Desempenhamos um papel fundamental na promoção do acesso a direitos e no enfrentamento das desigualdades,
atuando com ética e responsabilidade na construção de uma sociedade mais justa e democrática”.
Assistente social e diretora de Gestão do Suas (Sistema Único de Assistência Social) de Contagem, Juliana Barone
A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social reforça que o trabalho dos assistentes sociais é essencial para o funcionamento da política de assistência social e para a promoção da dignidade da população.
Neste Dia da Assistente Social, a Prefeitura de Contagem reconhece e valoriza os profissionais que atuam diariamente na garantia de direitos, no fortalecimento da rede de proteção e na construção de uma cidade mais humana e acolhedora.









