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Defesa Civil apresenta balanço das ações realizadas durante o período chuvoso 2025/2026
Foto Noticia Principal Grande
Foto: Ricardo Lima/PMC
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Na quinta-feira (14/5), ocorreu a 108ª Reunião do Comitê Gestor de Áreas de Risco (CGAR), ocasião em que foi apresentado o balanço geral do período chuvoso 2025/2026. Durante o encontro, foram divulgados os dados referentes às precipitações, às ações de mitigação e ao trabalho integrado desenvolvido pelo CGAR.

Durante a apresentação, a Defesa Civil informou que o período chuvoso foi marcado pela distribuição irregular das chuvas, com um início mais seco e maior concentração de precipitações nos meses finais da estação. Também foi destacado que o fenômeno La Niña influenciou o comportamento climático do período, devido ao resfriamento anormal das águas do Oceano Pacífico, alterando os padrões de chuva e temperatura em diversas regiões do planeta.

Em relação às ações conjuntas realizadas pelo CGAR, o órgão informou que foram executadas 11 vistorias técnicas, além da mobilização de equipes multidisciplinares para atendimento dos Registros de Ocorrência (ROs). Participaram dessas ações órgãos como Defesa Civil, Comitê de Fiscalização de Contagem (Comfisc), Zoonoses, Vigilância Sanitária, Copasa, Parc, administrações regionais e secretarias municipais vinculadas ao Plano de Contingência de Proteção e Defesa Civil (Plancon).

Sobre as ocorrências registradas, foi informado que houve crescimento significativo no número de atendimentos, especialmente nos meses de janeiro (138), fevereiro (167) e março (154). Ao todo, foram registradas 724 ocorrências, sem registros de desabrigados ou óbitos.

“Dentro desse contexto de mudanças climáticas, é fundamental investir em obras de bacias e contenção de encostas.
Contagem realizou um grande investimento em obras de macrodrenagem, fundamentais para garantir a segurança da população,
somadas ao importante trabalho desenvolvido pela Defesa Civil”.
Ricardo Faria, prefeito de Contagem

O secretário de Defesa Social, Ivayr Soalheiro, reforçou que o trabalho integrado foi essencial para alcançar esses resultados. “Tivemos muitos atendimentos, mas nenhum grave, e isso se deve ao trabalho permanente realizado por toda a Prefeitura”. Para ampliar a eficiência do monitoramento, foram instaladas 12 Plataformas de Coleta de Dados (PCDs) em todas as administrações regionais da cidade. Os equipamentos realizam medições de volume de chuva, temperatura, umidade do ar, nível dos cursos d’água, radiação solar e pressão atmosférica, transmitindo as informações em tempo real para uma plataforma online.

Além das plataformas, a Defesa Civil emitiu alertas de chuva diretamente nos dispositivos eletrônicos da população, informando sobre a intensidade das precipitações e possíveis riscos hidrológicos e geológicos. Durante o período chuvoso, houve aumento no número de alertas, especialmente nos meses de janeiro e fevereiro, sendo registrado apenas um alerta vermelho para risco geológico.

Em relação à previsão meteorológica para os próximos três meses, foi informada uma redução gradual da frequência das chuvas, com possibilidade de frentes frias ocasionais, trazendo precipitações fracas e isoladas. Para o segundo semestre, a previsão indica temperaturas acima da média, exigindo atenção da população às ondas de calor, especialmente até setembro.
 

 
Balanço do último período chuvoso é apresentado em reunião do CGAR, realizada no auditório da Prefeitura de Contagem. Fotos: : Ricardo Lima/PMC

Ações preventivas

Ao todo, foram realizadas 11 ações de mobilização social, especialmente dentro da Campanha “Contagem se prepara para as chuvas”, incluindo blitzes educativas e uma ação em parceria com o Metrô BH. Além das orientações, foram distribuídos materiais informativos com recomendações e alertas sobre condutas adequadas durante eventos climáticos.

Ao longo de 2025, também foram desenvolvidas atividades ligadas a programas institucionais, como a Formação dos Núcleos Comunitários de Proteção e Defesa Civil (Nupdecs), realizada em parceria com o Corpo de Bombeiros, além dos projetos Campus Seguro, Agente Mirim e Agente Sênior.

O subsecretário de Proteção e Defesa Civil, José Rodrigues, destacou o trabalho de aproximação da Defesa Civil com a população. “Temos diversos projetos em andamento que levam a cultura de Proteção e Defesa Civil às comunidades. Os projetos “Agente Mirim” e “Agente Sênior” buscam preparar crianças e idosos para a atuação social e prevenção diante das mudanças climáticas, mostrando que todos podem contribuir efetivamente para o cuidado com a cidade”.

“A Defesa Civil realiza treinamentos contínuos e nos orienta sobre até onde podemos atuar. O objetivo do Nupdec é formar pessoas preparadas para ajudar em momentos de urgência e emergência, porque, diante de uma catástrofe, o socorro mais próximo é o vizinho”, salientou a representante dos Nupdecs, Viviane Leonardo. 

Distribuição de insumos e apoio intermunicipal

A Prefeitura de Contagem, por meio da Subsecretaria de Proteção e Defesa Civil, distribuiu insumos humanitários às famílias impactadas durante o período chuvoso. Foram entregues 287 galões de hipoclorito, 426 colchões, 215 cobertores e 320 metros de lona. Desse total, 19 colchões foram destinados ao projeto “De Mãos Dadas”. Além disso, 300 colchões e 200 cobertores foram enviados aos municípios de Juiz de Fora e Ubá, em apoio às vítimas das fortes chuvas. 

Trabalho conjunto entre as secretarias

A integração entre as secretarias municipais tem sido essencial para a redução dos riscos provocados pelas chuvas. A Secretaria Municipal de Obras (Semobs) realizou, ao longo de 2025, obras de micro e macrodrenagem, contenção em bacias e construção de muros em áreas de risco, contribuindo para a redução de alagamentos.

Já a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (SMSU) executou  a desobstrução de bocas de lobo, substituição de grelhas, limpeza e desassoreamento de córregos, retirando materiais acumulados e reduzindo significativamente os riscos de enchentes nas regionais da cidade.

A cidade conta ainda com ecopontos destinados ao descarte de móveis velhos, resíduos de poda, materiais de obras, madeira e telhas, contribuindo para a preservação ambiental. O descarte irregular de resíduos é considerado crime ambiental, conforme as legislações municipais nº 188/2014 e nº 190/2014, estando sujeito a multas que variam de R$ 50 a R$ 1,5 mil. Já a Lei Federal nº 9.605/1998 prevê sanções que podem incluir multa, detenção e até prisão.

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Autor: estagiária Amanda Pacheco sob supervisão do jornalista Leonardo Melo/ Edição Carol Cunha
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