Com o fim do verão e a chegada do outono, no dia 20 de março, a atenção com a saúde respiratória deve ser redobrada. Nesse período, é comum o aumento dos casos de síndromes respiratórias, favorecido pelas mudanças de temperatura, queda da umidade e maior circulação de vírus respiratórios.
Diante desse cenário, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) reforça a importância da população adotar medidas preventivas para minimizar os riscos de infecções. Cuidados simples no dia a dia, como manter os ambientes ventilados, higienizar as mãos com frequência, evitar contato próximo com pessoas com sintomas respiratórios e manter a vacinação em dia, ajudam na prevenção.
Segundo o médico infectologista da SMS, Dario Brock Ramalho, a chamada etiqueta da tosse também é uma medida importante para reduzir o risco de contágio. Ela consiste em cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar com o antebraço ou com lenço descartável.
“Também é importante evitar tocar olhos, nariz e boca com as mãos sujas. Quem estiver com sintomas de resfriado deve, sempre que possível, permanecer em casa, evitando ir à escola, ao trabalho ou fazer visitas. Se isso não for viável, o uso de máscara ajuda a proteger as outras pessoas. A limpeza de superfícies tocadas com frequência, como maçanetas, celulares e brinquedos, também contribui para reduzir a transmissão. Além disso, é importante evitar contato próximo com pessoas mais vulneráveis quando estiver com sintomas, principalmente bebês, idosos e pessoas com doenças crônicas.”
Médico infectologista, Dario Ramalho
Sintomas
Na maior parte dos casos, as síndromes respiratórias apresentam sintomas inespecíficos e leves, semelhantes aos de um resfriado. Entre os sintomas mais comuns estão coriza ou nariz entupido, espirros frequentes, dor de garganta, tosse (geralmente seca no começo) e dor de cabeça.
No entanto, alguns sintomas exigem atenção. Entre os sinais de alarme estão dificuldade para respirar ou falta de ar, febre alta que dura mais de três dias, dor forte no peito ou pressão no tórax e muita prostração.
Em crianças pequenas ou bebês, é importante observar sinais como respiração rápida, gemência, recusa para mamar e irritação intensa. Já em idosos ou pessoas com doenças crônicas, como diabetes, doenças cardíacas ou pulmonares, qualquer sinal de agravamento exige atenção.
Procura por atendimento
Caso apresente algum sintoma, é recomendada a procura por atendimento médico na Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência ou, em caso de urgência e emergência, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) mais próxima, para diagnóstico e tratamento adequado.
“Pacientes com mais de 60 anos ou que apresentam comorbidades devem procurar a Unidade Básica de Saúde assim que os sintomas surgirem para avaliação médica. A orientação é dar preferência às UBS, evitando as UPAs quando não houver sinais de gravidade. Não espere piorar, o atendimento precoce evita complicações”, reforça o infectologista.
Funcionamento das unidades:
Unidade Básica de Saúde (UBS) - segunda a sexta-feira, das 7h às 17h.
Unidade de Pronto Atendimento (UPA) - 24h.









