O período chuvoso junto às altas temperaturas acende um alerta sobre o aumento do risco de proliferação do Aedes aegypti, responsável pela transmissão das aborviroses - dengue, chikungunya e zika. Diante desse cenário, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) reforça a importância de medidas simples e contínuas para eliminar possíveis criadouros do mosquito.
De acordo com dados da SMS, até o dia 6 de março, Contagem registrou 756 casos prováveis de dengue, sendo sete confirmados, além de 12 casos notificados de chikungunya e um confirmado. Para não deixar a situação avançar, uma recomendação importante é a checagem semanal das residências. O ciclo de desenvolvimento do mosquito, do ovo à fase adulta, pode ocorrer em um intervalo de 7 a 10 dias, dependendo das condições climáticas. Com a vistoria semanal, é possível interromper esse ciclo antes que ele se reproduza.
Nesse sentido, o secretário de Saúde de Contagem, Fabrício Simões, faz um apelo à população para contribuir com essa causa. “Precisamos de todos unidos nessa luta contra a dengue e outras arboviroses. Para isso, contamos com o auxílio dos moradores na realização dos cuidados em suas casas com ações simples e essenciais para eliminar os focos do mosquito”.
Segundo a diretora da Unidade de Vigilância Ambiental e Controle de Zoonoses, Samantha Leão, a participação de todos é fundamental nesse processo. “Ao realizar uma vistoria semanal, o morador consegue eliminar possíveis focos antes que o mosquito complete seu ciclo, interrompendo a reprodução e reduzindo o risco de transmissão da dengue, chikungunya e zika”, destaca.

Medidas simples tomadas dentro das residências evitam a proliferação do mosquito
Foto: Fábio Silva / PMC
Os principais criadouros do mosquito são recipientes que acumulam água parada, mesmo em pequenas quantidades. Dentro das residências, os mais comuns incluem pratos de plantas, vasos sanitários pouco utilizados, ralos internos e externos, caixas d’água mal vedadas, garrafas e recipientes descartáveis, além de calhas entupidas, lonas e materiais de construção expostos ao tempo.
“O combate ao mosquito é uma responsabilidade compartilhada. A maioria dos focos está dentro das residências, por isso a participação ativa de cada morador é essencial para proteger toda a comunidade.”, reforça Samantha Leão.
A agente de combate às endemias, Luísa Marillac, também chama a atenção para os cuidados diários. “Vocês já tiraram dez minutos do dia para prevenir a dengue? Cuidem do quintal, da casa, da família. É fundamental que todos estejam atentos para não deixar recipientes que possam acumular água. Não podemos relaxar. Não deixem o mosquito entrar na sua casa, a saúde deve vir sempre em primeiro lugar”, orienta a profissional.
Confira as medidas que devem ser adotadas, de acordo com o Ministério da Saúde (MS):









