A tecnologia tem sido uma aliada no enfrentamento às arboviroses em Contagem. Desde setembro de 2025, o município aposta nas Estações Disseminadoras de Larvicida (EDL), recipientes com água e tecido impregnado com larvicida, uma metodologia desenvolvida pela Fiocruz, em parceria com o Ministério da Saúde.
Nas EDLs as fêmeas do Aedes aegypti são atraídas e ao pousarem têm micropartículas do larvicida aderidas ao corpo. Como esses mosquitos costumam visitar diversos criadouros para depositar os ovos, acabam disseminando o produto. Isso contamina a água dos criadouros e interfere no desenvolvimento das larvas, impedindo que cheguem à fase adulta.
Nessa sexta-feira (6/3), a prefeita Marília Campos, juntamente com a equipe da Secretaria de Saúde, visitou uma EDL, instalada na região Riacho. “As arboviroses são motivo de grande preocupação, especialmente nesta época do ano, quando muitas pessoas são afetadas por doenças como dengue, zika, chikungunya e, em alguns casos, febre amarela. Diversas estratégias são empregadas para combatê-las, e uma delas, uma inovação no município de Contagem, é a Estação Disseminadora de Larvicida”, afirmou a chefe do Executivo.
As EDLs são instaladas em pontos estratégicos, como empresas, cemitérios, ferros-velhos, borracharias e outros locais considerados propícios à proliferação do mosquito. Atualmente, o município conta com 959 estações distribuídas em todas as oito regiões da cidade.
De acordo com a subsecretária de Vigilância em Saúde, Rejane Letro, a Secretaria de Saúde tem atuado de forma permanente no enfrentamento às arboviroses, combinando tecnologia, monitoramento e trabalho de campo. “As Estações Disseminadoras de Larvicida são uma ferramenta importante, mas fazem parte de um conjunto de estratégias que inclui vigilância ambiental, visitas dos agentes e ações de mobilização da população”.
Outras ações
Além das Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs), o município conta com um conjunto de outras ações para o enfrentamento das arboviroses. Entre elas estão o uso de drones para o monitoramento de áreas de risco, o apoio no planejamento das ações de campo e a aplicação de larvicidas em locais de difícil acesso.
O trabalho também inclui o monitoramento de ovitrampas (armadilhas utilizadas para identificar a presença e a quantidade de ovos do mosquito); visitas periódicas dos agentes de combate às endemias a pontos estratégicos; e a realização de mutirões de limpeza, que contribuem para a eliminação de possíveis criadouros do mosquito.
No entanto, o combate às arboviroses também depende da participação da população. Dados da Vigilância Ambiental indicam que a maioria dos focos do mosquito ainda está concentrada em ambientes domiciliares. Imóveis fechados também representam um desafio significativo para o controle da doença, dificultando a vistoria e a eliminação de possíveis criadouros.
“É importante ressaltar que a EDL é apenas uma das estratégias utilizadas no combate às arboviroses. A proliferação do mosquito ocorre em locais com água parada, como pneus, vasos de plantas e pratos. É fundamental que cada indivíduo se conscientize e adote medidas para combatê-las, garantindo a saúde da população”, reforçou a prefeita Marília Campos.
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