Os integrantes do Comitê Gestor de Área de Risco (CGAR) realizaram, na última quinta-feira (12/2), a 100ª reunião do colegiado. No encontro foi apresentado o balanço das chuvas ocorridas na cidade no início deste ano e avaliou as ações integradas desenvolvidas pelos órgãos da administração municipal na prevenção e na resposta a eventos hidrometeorológicos severos.
Durante a reunião, a Defesa Civil apresentou os dados meteorológicos mais recentes, destacando a influência da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), que tem provocado chuvas persistentes e, em alguns momentos, intensas no município. Também foram detalhados os atendimentos e registros de ocorrências realizados ao longo da estação chuvosa, incluindo as demandas registradas entre 4 e 11 de fevereiro, período no qual ficou concentrado o maior volume de chamados até o momento, cerca de 71, nas oito regiões da cidade.

Registro de ocorrências atendidas no município entre 4 e 11 de fevereiro - Fonte: Defesa Civil/PMC
Os agentes atuaram de forma ininterrupta, com monitoramentos preventivos em áreas mais suscetíveis a alagamentos e deslizamentos, além do acompanhamento das ocorrências registradas. As equipes também intensificaram a comunicação preventiva, com envio contínuo de alertas e cards meteorológicos informando sobre previsão de pancadas de chuva, possibilidade de rajadas de vento e riscos associados.
A apresentação deixou claro que o aprimoramento contínuo dos fluxos de atuação, desde a capacitação das equipes até a comunicação com a imprensa, tem garantido maior precisão e controle das ações, sem necessidade de acionamento do Gabinete de Crise até o momento.
O subsecretário de Defesa Civil, José Rodrigues, ressaltou que, “embora as chuvas estejam menos frequentes, os eventos mais intensos exigem respostas rápidas, evidenciando o avanço da estrutura municipal e a combinação de intervenções estruturais com ações educativas voltadas à resiliência".
Participaram da reunião representantes das secretarias municipais de Desenvolvimento Social e Segurança Alimentar, de Desenvolvimento Urbano, Habitação, de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, de Obras e de Serviços Urbanos, além das oito administrações regionais.
Atribuições institucionais
No âmbito do plano, cada órgão municipal desempenha funções específicas. A Subsecretaria de Defesa Civil coordena as ações, realiza vistorias, monitora áreas de risco, atende ocorrências pela Central 199 e orienta a população. A Secretaria Municipal de Defesa Social atua de forma integrada nas medidas preventivas e na mobilização social, enquanto o Centro Integrado de Comando e Controle Municipal (Cicc) acompanha as operações e articula as comunicações.

A comunicação preventiva, com envio de alertas e cards meteorológicos informam sobre previsão de pancadas de chuva, possibilidade de rajadas de vento e riscos associados - Imagens: Defesa Civil/PMC
A Guarda Civil presta apoio em remoções, garante a segurança de eventuais abrigos e reforça o monitoramento. O CGAR organiza as respostas estratégicas, delibera sobre abrigamentos e coordena plantões em períodos críticos.
Já as secretarias de Habitação, Obras, Desenvolvimento Urbano, Saúde, Desenvolvimento Social e Segurança Alimentar, Educação, Cultura e Esportes assumem responsabilidades que incluem a execução de obras emergenciais, oferta de assistência social e disponibilização de prédios públicos para funcionamento como abrigos temporários, quando necessário. Órgãos estaduais, como Copasa, Cemig, polícias Militar e Civil, além do Corpo de Bombeiros, são acionados conforme a demanda de cada ocorrência. Clique aqui e veja cada atribuição das secretarias no período chuvoso.
Participaram representantes das secretarias municipais de Desenvolvimento Social e Segurança Alimentar, de Desenvolvimento Urbano, Habitação, de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, de Obras e de Serviços Urbanos, além das oito administrações regionais.
Desde 2021
Em janeiro de 2021 ocorreu a primeira reunião do CGAR. À época, a prefeita Marília Campos ressaltou a importância de um planejamento de curto prazo voltado, sobretudo, para atender às demandas emergenciais típicas da cidade no período de chuvas.
De lá para cá foi fundamental estabelecer um plano de ação que permitisse mapear os diferentes níveis de risco, identificar as áreas em que a população se encontrava em situação de ameaça e apontar os pontos de perigo, o que foi reduzido, de forma imediata, por meio de intervenções como limpeza de bueiros e córregos; além da poda preventiva de árvores; ações integradas entre forças de segurança; trabalho conjunto entre secretarias e obras de impacto.









