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Prefeitura mantém mobilização com novas tecnologias e mutirões, mas alerta para a necessidade de vistorias nas residências.

Com a chegada da temporada de chuvas, a Secretaria Municipal de Saúde de Contagem (SMS) alerta a população para o aumento do risco de proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. O período chuvoso favorece o acúmulo de água parada, criando condições ideais para a formação de criadouros, especialmente dentro das residências.

Embora o município tenha registrado um cenário positivo no início de 2025, com uma queda de 95,5% nos casos (3.048 ocorrências) em comparação ao mesmo período de 2024 (cerca de 67 mil), o momento exige vigilância. A queda nos números não elimina o risco, sobretudo quando medidas preventivas deixam de ser adotadas no dia a dia.

Dados da Vigilância Ambiental indicam que a maioria dos focos do mosquito ainda está concentrada em ambientes domiciliares. Imóveis fechados também representam um desafio significativo para o controle da doença, dificultando a vistoria e a eliminação de possíveis criadouros.

“Dados recentes de produtividade no distrito Petrolândia, por exemplo,
mostram que de janeiro a setembro foram realizadas mais de 52 mil visitas domiciliares.
Deste total de visitas no distrito, cerca de 15.900 imóveis estavam fechados.
Isso significa que, em cerca de 31% das tentativas, os agentes não conseguiram
entrar para fazer a vistoria. Por isso, a orientação é que moradores realizem
inspeções frequentes em suas casas e permitam a entrada
dos Agentes de Combate às Endemias (ACEs)”.

Superintendente de Vigilância Ambiental e Controle de Zoonoses, Elane Lobo

Entre as principais medidas preventivas estão: eliminar recipientes que possam acumular água, como garrafas, pneus e vasos de plantas; manter calhas limpas para devido escoamento; vedar corretamente caixas-d’água; descartar o lixo de forma adequada; e manter quintais e áreas externas sempre limpos. “A adoção dessas ações simples e rotineiras é fundamental para interromper o ciclo de reprodução do mosquito”, reforçou a especialista.

Para auxiliar na fiscalização, a população conta ainda com o Plantão Arboviroses via WhatsApp. O canal serve para denúncias de focos, lotes vagos com entulho e solicitação de vistorias. “A partir do recebimento, é feito o encaminhamento para a Zoonoses do Distrito Sanitário, que fará a visita para a apuração. Constatada a procedência, os ACEs farão a cientificação do proprietário ou responsável legal, com emissão de termo de cientificação assinado, estabelecendo prazo para a adequação do ambiente”, explicou Elane.

Além disso, a vacina contra a dengue está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. O esquema completo exige duas doses, com intervalo de três meses.

Ações de enfrentamento

Para modernizar o enfrentamento ao vetor, Contagem aposta nas Estações Disseminadoras de Larvicida (EDL), tecnologia desenvolvida pela Fiocruz em parceria com o Ministério da Saúde. As armadilhas atraem as fêmeas do mosquito que, ao pousarem, impregnam-se com larvicida e o disseminam em outros criadouros de difícil acesso. Por outro lado, a realização de mutirões de limpeza em áreas de divisa municipal também demonstra o cerco estratégico ao mosquito.

O uso de drones também é uma metodologia muito importante para complementação da mão de obra dos ACEs. “A partir das imagens aéreas, os agentes do território têm visitas direcionadas especificamente para os imóveis com possíveis criadouros, onde farão a busca ativa e a eliminação do foco”, enfatiza Elane.

WhatsApp Plantão Arboviroses: (31) 99257-0239.

Autor: estagiário Gustavo Oliveira sob supervisão da jornalista Natália Rosa / Edição: João Cavalcanti