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JUL
27
27 JUL 2026
AGENDA CULTURAL
DIREITOS HUMANOS E CIDADANIA
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Prêmio Efigênia Francisca homenageia 15 mulheres negras de Contagem
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Na sexta-feira (24/7), a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC) realizou mais uma edição do Prêmio Efigênia Francisca. A Comunidade dos Ciriacos, na regional Ressaca, abriu novamente as portas para este prêmio, que homenageia 15 mulheres negras que fazem a diferença na cidade de Contagem nas mais diversas áreas de atuação.

A cerimônia abrangeu, também, uma homenagem ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, instituído pela Organização das Nações Unidas e celebrado em 25/7, e o “Julho das Pretas”, incorporado no calendário da cidade de Contagem.

As homenageadas estiviveram presente em alguma das onze categorias: defesa de direitos e combate à violência contra a mulher; atuação na cultura; atuação na área da educação; atuação nos Congados; trajetória como liderança das religiões de matriz africana; atuação em movimentos e grupos de juventude; atuação com pessoa idosa; atuação na defesa dos direitos da pessoa com deficiência; atuação na cultura hip hop; empreendedorismo negro; e liderança de associação comunitária e ONG.

A subsecretária de Direitos Humanos e Cidadania, Saramíreis Castro, destacou a importância do prêmio, especialmente ao dar o nome de Efigênia Francisca.

“Eu pessoalmente gosto muito quando a gente coloca nome no prêmio, porque a gente faz com que a memória seja sempre guardada.
Então toda vez que a gente reunir aqui a gente vai lembrar da Efigênia Francisca, vai conversar sobre ela e lembrar de tudo
que ela fez para que estivéssemos aqui nesta premiação”.

Subsecretária de Direitos Humanos e Cidadania, Saramíreis Castro

A secretária da Mulheres e da Juventude, Camilla Marques, falou sobre a violência contra mulheres, sobretudo contra mulheres negras, mas destacou que espaços como o Prêmio Efigênia Francisca, que valorizam bons trabalhos e grandes histórias são fundamentais.

“O que vocês fazem, o trabalho que vocês desenvolvem em cada uma das diversas áreas de atuação
que premiamos aqui é, para além do protagonismo individual de vocês, faz a diferença na vida de muitas pessoas”.

Secretária da Mulheres e da Juventude, Camilla Marques

Histórias que motivam

Além do Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, a data marca no Brasil o Dia Teresa de Benguela, líder quilombola que se tornou símbolo da promoção da igualdade racial e da resistência negra.

Premiada na categoria “Trajetória como liderança das religiões de matriz africana”, Mãe Celina de Ogum falou sobre sua trajetória e agradeceu pela indicação.

“Eu sei que eu não cheguei aqui sozinha. Então, quero agradecer a todos aqueles que colaboraram para que eu estivesse aqui, minhas filhas, meus netos. Eu sou uma zeladora da Casa de Jeje, me orgulho de estar aqui porque sou a primeira de Jeje. Esse tempo pra mim marca um novo caminho, uma nova caminhada e eu agradeço a todos. Como disseram, uma andorinha só não faz verão”

Para Francielle das Graças Alves, ganhadora do prêmio na categoria “Atuação na cultura hip hop”, sua premiação foi fruto de um trabalho de muitas mãos e que cada pessoa, cada criança que encontrou na arte um novo caminho também faz parte desta indicação:

“Este prêmio é feito de muitas mãos que me sustentaram até aqui. Sou uma mulher da periferia e foi o hip-hop que me ensinou que a nossa voz tem valor, que a nossa história importa e que a arte pode mudar destinos. Ver pessoas descobrindo a força que existe dentro delas é o que me motiva a continuar. Agradeço minha comunidade, Comunidade do Restinga, e à minha família, que sempre me apoiou”.

Autor: repórter Leonardo de Deus / Edição: João Cavalcanti
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