Idealizada pelo Núcleo de Referência LGBT e a Estação Juventude, em parceria com a Missão Reviver e o Coletivo TransViva, a roda de conversa tratou das vivências das pessoas LGBTQIAP+ em Contagem e, também, da importância da espiritualidade na comunidade, independentemente da religião.
Além dos relatos dos participantes, houve, ainda, uma dinâmica com espelho, visando promover ainda mais autoconhecimento e autoestima e uma apresentação breve de vouguing, performance artística ligada à cultura ballroom.
Júlia Ferreira é pastora há cerca de quatro anos na Missão Inclusiva Reviver, comandada pelo Pr. Roberto. A igreja acolhe e mostra que a igreja evangélica também abraça a população LGBT, sobretudo com uma pastora trans ministrando e comandando ações. Em seu relato, Júlia destacou a importância da espiritualidade em sua vida e como a igreja a tirou da rua e da prostituição. Ela comentou, brevemente, sobre sua trajetória no projeto: “É um lugar onde fui recebida, onde consigo trabalhar como pastora, como oficial da igreja, e ajudar com os projetos. A gente tem um projeto também de ação social, em que visitamos moradores de rua e desenvolvemos vários projetos. Temos planos futuros para poder executar, principalmente na causa da comunidade LGBT.
Vice-presidente do Coletivo TransViva, Arthur Ribeiro contou seu relato na roda de conversa, propôs reflexões acerca da comunidade e contou um pouco mais da história e da atuação do coletivo.
“O coletivo nasce em Contagem, estamos aí desde 2023. Mas quando passou a haver demandas de outras cidades do interior, a gente acrescenta a sigla “MG” para tentar atender ao máximo. A gente não tem uma sede, mas tem rede social, e por lá fazemos atendimentos, por meio de um grupo de militantes e estamos abertos a afiliações”, disse.
Tonny Soul é aposentado, e completa 70 anos nesta sexta (24/7). Pai, avô, é, também, LGBT. Tonny contou sobre sua história e destacou a importância de eventos como esse na cidade.
“Na sexta eu completarei 70 anos, graças a Deus, com muito orgulho. Pai de seis filhas e um menino, avô de onze netos, com muito orgulho, e sendo muito feliz, sendo aceito por eles. Poder ser eu é muito bem”, disse Tonny. “É muito agradável poder participar de uma roda de conversa como essa. Quando a gente ouve experiências e vivências de outras pessoas, a gente se fortalece diante da luta que a gente tem passado. Eu passei muita luta, chegando hoje aos 70 anos, com muitas vitórias. E com muito orgulho de ser eu”, completou.









