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Notícias
JUN
16
16 JUN 2026
DIREITOS HUMANOS E CIDADANIA
Inscrições para o Prêmio Efigênia Francisca 2026 já estão abertas
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Neste ano, a Prefeitura de Contagem realiza mais uma edição da premiação. De iniciativa da Secretaria Municipal de Direitos Humanos de Contagem, por meio da Superintendência de Políticas para Promoção da Igualdade Racial, o Prêmio Efigênia Francisca é dado à 15 personalidades femininas que se destacaram ao promover políticas de igualdade racial e combate ao racismo, não só em Contagem, mas também em toda Minas Gerais.

Inscrições

As inscrições estão disponíveis até o dia 7 de julho e a cerimônia ocorrerá no dia 24 do mesmo mês (sexta-feira), na Comunidade dos Ciriacos. Os candidatos podem se inscrever, clicando aqui ou pelo e-mail do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial (COMPIR) cmpir.contagem@gmail.comou pessoalmente na Superintendência de Promoção da Igualdade Racial (rua José Carlos Camargos, 218 - Centro). 

O edital, com as informações e critérios de participação, está disponível no Diário Oficial de Contagem (DOC), edição nº 630 de 10 de junho de 2026, páginas 26 à 29.

Categorias

A premiação conta com 15 categorias, que são elas:

I - Atuação no campo da

Política para as Mulheres;

II - Resistência quilombola;

III - Defesa de direitos e

combate à violência contra a mulher;

IV - Defesa de direito à saúde da mulher negra;

V - Atuação na cultura;

VI - Atuação na área da educação;

VII - Atuação nos Congados;

VIII - Trajetória como liderança das religiões de matriz

africana;

IX - Atuação em movimentos e grupos de Juventudes;

X - Atuação com Pessoa Idosa;

XI - Atuação na defesa dos direitos da Pessoa com Deficiência; XII - Atuação na cultura Hip Hop;

XIII - Liderança de Associação Comunitária e ONG;

XIV - Empreendedorismo negro;

XV – Atuação relevante junto a migrantes e refugiados

Quem foi Efigênia Francisca

Dona Efigênia Francisca Martins foi uma líder popular da Comunidade “Os Ciriacos”, situada na Regional Ressaca, no bairro Novo Progresso. Efigênia foi criadora da guarda de Congo feminina e matriarca da comunidade. Nascida em 20 de novembro de 1947, em Cristiano Otoni/MG, se mudou para Contagem ainda na infância, residindo na comunidade dos Ciriacos. Lá, conheceu seu marido, o Sr. Antônio Muniz, e foi mãe de 8 filhos, avó de 12 netos e bisavó de 9 bisnetos.

Liderança feminina da comunidade, foi organizadora das festas de congado do bairro, primeira capitã e grande regente da guarda de Congo Feminina. Além disso, foi também grande conselheira e mediadora de todas as questões de conflito. Morreu aos 58 anos, no dia 05 de março de 2006, deixando imenso legado para a cultura do município de Contagem.

Importância do prêmio

A Organização das Nações Unidas (ONU), determinou a data 25 de julho como Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, no ano de 1992. A data surgiu após um encontro de mulheres negras na República Dominicana, em Santo Domingo, em que se discutiu sobre machismo, racismo e as formas para combatê-lo.

A partir daí, surgiu a Rede de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-Caribenhas. Em 2026, o primeiro encontro completa 34 anos. A rede, junto à ONU, batalhou para que fosse reconhecido o dia 25 de julho como Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha.

No Brasil, conforme a Lei 12.897/2014, o dia 25 de julho é o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. Tereza de Benguela foi liderança popular do século XVIII e, após a morte de seu marido, José Piolho, assumiu a liderança do Quilombo Quariterê, situado no território do atual Mato-Grosso, próximo à fronteira com a Bolívia.

A chamada “Rainha Tereza” comandou, por mais de 20 anos, a resistência de negros e indígenas contra a capitania de Mato Grosso. Sua comunidade vivia da plantação de algodão, milho, banana e outras produções. Faleceu em julho de 1770 após uma expedição da capitania de Mato-Grosso, que destituiu o quilombo.
 


 
Autor: repórter Leonardo de Deus/ Edição Carol Cunha
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