Após o intenso temporal que atingiu Juiz de Fora e municípios da Zona da Mata na última segunda-feira (23/2), deixando um rastro de destruição, diversas iniciativas solidárias foram mobilizadas para apoiar as pessoas afetadas. Entre elas, a Prefeitura de Contagem, por meio da Defesa Civil e dos Brigadistas Voluntários da Região Metropolitana (RMBH), realizará a doação de cerca de 250 colchões do estoque sobressalente do município.
O secretário municipal de Defesa Social, Ivayr Soalheiro, destacou a importância da mobilização conjunta neste momento. “Estamos acompanhando de perto a situação e nos solidarizamos com todas as famílias atingidas. Nosso compromisso é agir com rapidez e responsabilidade, contribuindo para amenizar os impactos e oferecer apoio concreto a quem mais precisa”, afirmou.
Já o subsecretário de Defesa Civil, José Rodrigues, ressaltou o trabalho integrado das equipes. “A atuação coordenada entre os municípios e os voluntários é fundamental em situações como essa. A doação dos colchões é uma medida emergencial para garantir dignidade e melhores condições às pessoas afetadas neste momento de reconstrução”, pontuou.
Na Zona da Mata, de acordo com o balanço mais recente divulgado pelo Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, foram 53 mortes confirmadas, sendo 47 em Juiz de Fora e seis em Ubá. As equipes de resgate seguem mobilizadas nas áreas afetadas e continuam as buscas por 15 pessoas consideradas desaparecidas, 13 em Juiz de Fora e duas em Ubá.
O volume de chuva também deixou milhares de pessoas fora de suas casas. Somente em Juiz de Fora, mais de 3.500 moradores estão desabrigados e foram encaminhados para abrigos provisórios organizados pelo município.
Desde o início das ocorrências, a Defesa Civil registrou mais de 1.200 atendimentos relacionados a deslizamentos, alagamentos e danos estruturais. Com a continuidade das precipitações, o nível do Rio Paraibuna subiu acima do normal e houve transbordamentos em diversos pontos, agravando a situação. Militares do Exército Brasileiro também foram deslocados para reforçar as ações de apoio e resgate.
O mês de fevereiro já é considerado um dos mais chuvosos dos últimos anos na região, com acumulados bem acima da média histórica, ampliando os impactos e os desafios para as equipes que atuam na resposta ao desastre.









