Na sexta-feira (30/1), representantes da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) se reuniram com integrantes da Copasa para alinhar ações voltadas à resolução de extravasamentos de poços de visita (PVs) no córrego Bom Jesus, na região do Nacional. A reunião contou com equipes técnica, jurídica e de fiscalização. A iniciativa buscou avançar em medidas integradas com o objetivo de minimizar impactos ambientais na área.
O subsecretário de Controle Ambiental da Semad, André Marinho, enfatizou a importância do alinhamento entre a Prefeitura e a Copasa para lidar com a situação. Segundo ele, a área demanda atenção permanente por estar inserida em um território sensível. A atuação conjunta foi indicada como indispensável. O monitoramento das ações também foi destacado.
“Essa reunião foi muito importante porque o
Bom Jesus está dentro da bacia da Pampulha,
que já exige cuidado contínuo. Vamos incluir
essas ações nas tratativas que já existem
para a região. A Copasa apresentou
alternativas técnicas. A Prefeitura vai
acompanhar de perto para garantir
que as soluções avancem”.
Subsecretário de Controle Ambiental da Semad, André Marinho
O córrego Bom Jesus é uma microbacia da Bacia Hidrográfica da Pampulha. Nela foram identificados diferentes fatores que contribuem para os problemas ambientais locais. Além dos extravasamentos de PVs, há ocupações irregulares, bota-foras e descarte de resíduos sólidos, o que provoca a contaminação da lagoa do Gangorra. O esgoto lançado neste ponto segue para a Pampulha. Por isso, as ações precisam ir além de intervenções pontuais.
O superintendente de Fiscalização Ambiental, Eric Machado, apresentou um diagnóstico dos desafios enfrentados na microbacia do Bom Jesus. Ele destacou que a situação gera impacto ambiental significativo e que a reunião teve como objetivo pensar, de forma conjunta, soluções técnicas, educativas e de fiscalização. Eric explicou que, caso as ações apresentem resultados positivos no local, a intenção é replicar o modelo em outras áreas da cidade.
“O Bom Jesus concentra diversos problemas
ambientais simultaneamente. Quando um PV
extravasa, o impacto é grande, porque representa
muitas casas lançando esgoto de uma só vez.
Por isso, precisamos solucionar esses
extravasamentos. A reunião de hoje aponta
caminhos para essa microbacia e para
outras da Pampulha”.
Superintendente de Fiscalização Ambiental, Eric Machado
Ações corretivas e preventivas
Durante o encontro, a Copasa apresentou ações corretivas e preventivas. Também foi ressaltada a necessidade de iniciativas educativas e de mobilização social. Entre as ações mostradas estão o nivelamento de um PV em um ponto considerado crítico e a implantação de uma nova caixa de retenção de resíduos sólidos. A região já dispõe de duas estruturas desse tipo. Também foi indicado o fortalecimento de iniciativas de educação ambiental, com o envolvimento de moradores e, sempre que possível, de escolas locais, para construir soluções de forma coletiva.
Para finalizar, a gerente regional da Copasa em Contagem, Renata Mayrink, destacou que a poluição na área não possui uma única causa. Segundo ela, grande parte dos problemas está relacionada ao uso inadequado da rede de esgoto. A atuação integrada entre os órgãos foi apontada por ela como essencial, assim como o engajamento da população para enfrentar a situação.
“Muitas vezes a contaminação não está
ligada apenas ao esgoto, mas a vários
fatores ao mesmo tempo. Por isso,
é essencial integrar fiscalização ambiental,
gestão de resíduos e o esgotamento sanitário.
A rede foi planejada para receber água
de uso doméstico. Quando o lixo é descartado
nela, o sistema sobrecarrega e ocorrem extravasamentos”.
Gerente regional da Copasa em Contagem, Renata Mayrink









