Aprender pode, e deve, ser divertido. Nas escolas municipais de Contagem, o uso de diferentes recursos, como música, teatro, brincadeiras e leitura interativa, tem transformado o jeito de ensinar e aprender, tornando as aulas mais envolventes e despertando o interesse das crianças desde cedo.
“De acordo com estudos da neuroeducação, o cérebro aprende melhor quando está em movimento e emocionalmente envolvido. Quando a criança coloca algo em prática ela ativa diversas áreas do cérebro simultaneamente. Aprender trabalhando dessa forma faz com que o conhecimento se conecte com experiências reais, tornando a educação algo vivo e interessante”, explicou a doutora em Neurociência e professora titular do Departamento de Educação, do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG), Márcia Grossi.
Esses recursos de ensino-aprendizagem são conhecidos como metodologias ativas e um exemplo é a “Brinblioteca” do Cemei Eustáquio Júnio Matosinhos, no Petrolândia, onde os livros ganham vida e o aprendizado acontece de forma leve, criativa e cheia de significado.

Na Brinblioteca, as crianças desenvolvem o gosto e o hábito pela leitura de forma lúdica, a partir de atividades diversas - Fotos: Adelcio Ramos/PMC
A idealizadora do projeto, professora da educação infantil e ensino fundamental Carla Queiroz, explicou que o modelo tradicional de biblioteca não é compatível com as crianças, e para introduzir a leitura na vida dos pequenos é necessário buscar meios mais divertidos.
“Aquele padrão de biblioteca calmo e silencioso, não se encaixa aqui. Quando pegamos um livro nós não só o lemos, nós o encenamos, usamos fantasias, cantamos e tocamos instrumentos. A ideia foi transformar a leitura em algo prazeroso, para despertar a curiosidade e o interesse das crianças”, contou.
De acordo com a professora, a metodologia ativa traz diversos benefícios como o aumento de interesse pelo conteúdo, autonomia, interação, entre outros. Por isso é importante introduzir atividades lúdicas, principalmente durante a infância. A julgar o interesse das crianças pelo espaço e pela leitura, a ideia da Brinblioteca está dando certo.
“Eu gosto muito de vir à biblioteca. Pego um livro, leio aqui, e levo outro para casa”, contou Bianca S., 5.
As irmãs L. S. e S. V. relatam que gostam bastante das atividades que são feitas na Brinblioteca. “A gente canta música e lê histórias. É divertido, brincamos de fantasia com os bonecos, tocamos os instrumentos e cantamos também”.
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