O Centro de Convivência Horizonte Aberto está de casa nova. Nessa quinta-feira (28/05), o espaço, que fica localizado na avenida José Faria da Rocha, 3044, no bairro Eldorado, foi entregue à população e, agora, funciona em um local ainda mais acessível e preparado para acolher melhor os conviventes e a comunidade. Atualmente, cerca de 80 usuários da Rede de Atenção Psicossocial (Raps) de Contagem frequentam o local.
O prefeito Ricardo Faria destacou a importância do serviço disponibilizado e do novo espaço para os usuários.
“Hoje, celebramos não apenas um novo espaço, mas reafirmamos nosso compromisso com a rede de atenção psicossocial
do município. Este é um espaço potente no contexto do cuidado em saúde mental. Aqui, podemos ver os usuários
utilizando o espaço com desenvoltura e alegria, expressando por meio da arte, da poesia e do canto.
Isso demonstra que Contagem é uma cidade humana, acolhedora, inclusiva e comprometida com o cuidado às pessoas”.
Prefeito de Contagem, Ricardo Faria
Para a secretária de Saúde, Taciana Malheiros, a mudança de endereço representa um passo importante na consolidação de um espaço cada vez mais acolhedor, voltado ao encontro, à convivência e ao cuidado em liberdade.
“A inauguração, neste mês de maio, carrega um forte simbolismo, especialmente por sua relação
com a luta antimanicomial. Este momento representa um marco para todos nós que atuamos
no fortalecimento do SUS e da Rede de Atenção Psicossocial (Raps). Também reafirma o compromisso
desta gestão em avançar continuamente e garantir o direito à liberdade e ao cuidado digno para cada cidadão”.
Secretária de Saúde, Taciana Malheiros
“Dedico um olhar especial aos nossos usuários, que diariamente nos ensinam a respeitar as individualidades e a acolher a diversidade. Acreditamos que o caminho do cuidado passa pela liberdade, pelo afeto e, principalmente, pelo fortalecimento da autonomia de cada pessoa. O Centro de Convivência, as oficinas terapêuticas, as residências terapêuticas, os Caps e a Atenção Básica demonstram a força de uma política de cuidado pautada na valorização do sujeito e na reinserção social”, completou Taciana.
Durante o evento, as pessoas que recebem o serviço realizaram apresentações musicais, recitaram poemas e dançaram. Na oportunidade, eles também compartilharam a experiência do acolhimento.
Delcio Lima contou que foi acolhido pelo Centro de Convivência em 2017 e que, desde então, sua vida só melhorou. Já Ronaldo Anacleto destacou que está muito feliz e satisfeito com os resultados positivos alcançados ao longo de sua trajetória.
O local é um espaço de portas abertas, onde são fortalecidos vínculos, autonomia, inclusão social e participação coletiva. No cotidiano do serviço, acontecem oficinas terapêuticas que incluem atividades como teatro, jardinagem, música, artesanato, Gestão Autônoma da Medicação (GAM), artes plásticas, culinária, leitura, cinema e assembleias, entre tantas outras experiências construídas coletivamente.
Um dos destaques em andamento no novo espaço é a arte presente nas paredes internas da casa: uma pintura coletiva produzida pelos artistas e participantes do Projeto Teia (Território, Entrelaces, Inclusão e Autonomia), em parceria com os usuários do Centro de Convivência. As intervenções têm transformado o ambiente em um lugar ainda mais vivo, afetivo e cheio de significado.
O serviço também acolhe, como incubadora, a Associação Cultivarte, coletivo formado por usuários da saúde mental, familiares, trabalhadores e apoiadores da luta antimanicomial em Contagem, que promove ações de convivência, participação, geração de renda e fortalecimento da autonomia dos associados.
Além das atividades realizadas dentro do Centro de Convivência, o serviço segue ampliando sua presença no território, participando de diversas ações junto às unidades de saúde e a outros equipamentos públicos, fortalecendo os laços com a cidade e com a comunidade.
O Centro de Convivência Horizonte Aberto segue, assim, como um espaço de acolhimento, escuta, convivência e construção coletiva, reafirmando o compromisso de Contagem com uma política de saúde mental baseada no cuidado em liberdade, na cidadania e na inclusão.









