É por meio de obras criativas e repletas de significado, realizadas por meio de diversas técnicas, que muitos artistas plásticos expressam seus sentimentos, reforçam um posicionamento e desenvolvem suas ideias. Foi pensando em celebrar esta profissão, que em 8 de maio comemora-se o Dia do Artista Plástico, data criada em homenagem a José Ferraz de Almeida Júnior, conhecido como Almeida Júnior, um dos mais importantes artistas plásticos do país.
Muitas das obras realizadas por estes artistas, passam a ser conhecidas quando apresentadas na rede escolar, por exemplo, e servem como material para que professores de arte, muitas vezes são próprios artistas também, construam suas aulas e inspirem estudantes nas produções. Introduzir os autores e suas histórias àqueles estudantes que estão em fase de desenvolvimento, gera um momento de identificação para crianças e adolescentes.
Para o artista e professor da Escola Municipal Ana Guedes Vieira, em Vargem das Flores, Jackson Vitória, a arte é uma provocação ao sujeito, uma maneira de transformar. “Arte é para provocar. Provocar engajamento, provocar transformação e provocar reflexão. É importante construir uma educação em que enxerguem a arte como instrumento de acolhimento e não apenas a arte como uma reprodução”, declarou.
Muitos dos artistas que se tornam professores, buscam repassar aos estudantes experiências que nem sempre tiveram acesso enquanto aprendizes. É como relata o professor de arte Olister Barbosa, da E.M. Eduarda Pereira de Oliveira, no Petrolândia. “O desenho nunca saiu da minha vida, eu desenhava, tinha uma pasta de desenhos, comprava meus materiais com o dinheiro que conseguia ganhar fazendo pequenos serviços. Quando fui escolher uma carreira para seguir, desejei ser um professor de arte melhor do que os que eu tive. Procurei me formar e fazer estágio para me adaptar à rotina da profissão, mas sempre preocupado em fazer alguma coisa que desperte vontade de aprender e fazer coisas novas, não apenas copiar ou colorir um desenho que já chega pronto”, disse Olister.
Já para Dulcinara Rezende, professora de arte na E.M. Heitor Villa-Lobos, no Riacho, ensinar a arte é apresentar aos estudantes um novo mundo: “Ensinar arte é conduzir os estudantes por esse universo, revelando as belezas que nos cercam e despertando neles um olhar mais atento e sensível. É ajudá-los a se tornarem observadores e admiradores do mundo ao redor”, destacou.
Galeria Seduc
No hall da Secretaria Municipal de Educação fica a Galeria Seduc, espaço onde são realizadas exposições de obras produzidas por estudantes da rede, que utilizam como inspiração artistas renomados e fazem uso de diversas técnicas na execução de suas obras. Normalmente, o processo de construção acontece em sala de aula, acompanhado pelos professores de arte.
Atualmente, é possível apreciar duas montagens: “Pisando em Cores” e “I Mostra de Processos Criativos em Eco Espaços”, ambas expostas até o dia 15 de maio.
Para Fernando Perdigão, artista plástico e referência técnica da Secretaria de Educação (Seduc), espaços como a Galeria Seduc contribuem para que estudantes se sintam pertencentes e se encontrem no processo. “As aulas de arte, no contexto das escolas públicas, proporcionam experiências transformadoras. Os estudantes (e educadores também), ao ver seu trabalho de pintura, desenho, colagem, gravura, modelagem, escultura e outros exposto fora da escola, sentem a alegria dessa valorização pessoal e coletiva. Isso pode ser confirmado nas falas frequentes de muitos deles, pois dizem que é a coisa mais legal já feita na vida!”, enfatizou.









