Em Contagem, o trabalho dos agentes de combates a endemias (ACEs) é fundamental para tentar frear o aumento dos casos de dengue e chikungunya ocorrido nos últimos meses. Buscar focos endêmicos, inspecionar calhas, vasos de plantas, caixas d'águas, orientar sobre a prevenção e tratamento de doenças infecciosas, ter comunicação direta com a população, vistoriar as casas e estabelecimentos comerciais, são atividades desempenhadas nas visitas realizadas pelos ACEs. A interação com a população dos distritos feita pelos agentes é um recurso eficaz para o controle e prevenção de doenças como as arboviroses.
A moradora do Riacho, Maria Geralda de Melo, vive em uma residência com um jardim repleto de flores e plantas, que embora pareça algo comum para muitos, necessita dos devidos cuidados, para não tornar um local propício à proliferação do mosquito Aedes aegypti e outras doenças. Para que isso não aconteça, os ACEs atuam junto à população, informando os moradores sobre as doenças, medidas de prevenção, sintomas e riscos.
A agente Nilmara Ferreira explica que, para realizar a visita no imóvel, os servidores pedem permissão do morador para entrar, além de solicitarem o acompanhamento da vistoria. “Nós fazemos a visita sempre olhando as plantas, inservíveis, entre outras coisas. Orientamos sobre o que eles precisam ficar atentos, preenchemos a ficha de visita e entregamos folhetos educativos”, explicou.
Segundo Maria Geralda, a vista dos agentes é muito importante para auxiliar na vistoria que deve ser realizada pela população para identificar se há algo de errado com os quintais e jardins. Para reconhecer os agentes e autorizar a entrada na casa, ela confere o crachá dos profissionais. “Sempre recebo os agentes, é um prazer eles estarem aqui para me ajudar a verificar meu jardim”.
A assessora de Zoonoses do Distrito Sanitário Riacho, Rosilane dos Santos, contou que alguns agentes, principalmente do sexo masculino, recebem recusas. “Aqui no distrito nós temos dificuldade com alguns agentes, talvez por serem homens, é mais difícil entrar nas casas”, informou.
Para solucionar o problema, é importante que a população em caso de dúvida na hora de receber o agente, entre em contato com a zoonoses do distrito. “Para a população conhecer o agente, se tiver dúvida, eles podem ligar no distrito ou na zoonoses da região para confirmar se ele realmente existe”.
Trabalho dos ACEs no combate às arboviroses
O ACE William Roberto relatou que, no momento, os trabalhos estão sendo intensificados para o combate aos possíveis criadouros do mosquito vetor da dengue, zika e chikungunya. Em Contagem, até o dia 15 de maio foram notificados 11.301 casos de dengue e 1.859 casos de chikungunya.
Segundo o agente, a população deve ficar atenta aos mínimos detalhes para evitar a proliferação do mosquito. “A gente reforça para os moradores que eles precisam ficar atentos a tudo. Por exemplo, atrás da geladeira tem um compartimento, uma caixinha e o que acontece? Muitas vezes as pessoas não lêem o manual, e atrás dela pode acumular água e contribuir para proliferação do mosquito. Então, temos que ficar de olho em tudo”, frisou.
No fim da visita, Maria Geralda afirmou que sempre toma os devidos cuidados para evitar doenças. “Tomo as providências para evitar a dengue. Porque é uma doença que graças a Deus eu não tive, minha irmã já teve uma vez. Então, temos que cuidar”.
Medidas de prevenção que devem ser adotadas pela população:
Manter bem tampados: caixas, tonéis e barris de água
Colocar o lixo em sacos plásticos e manter as lixeiras sempre bem fechadas
Não jogar lixo em terrenos baldios
Manter garrafas de vidro ou plástico, sempre com a boca para baixo, quando guardadas
Evitar acúmulo de água sobre a laje
Manter as calhas limpas
Encher os pratinhos ou vasos de planta com areia até a borda
Lavar com frequência, com água e sabão, os recipientes utilizados para guardar água, pelo menos uma vez por semana
Manter piscinas e fontes decorativas sempre limpas e cloradas