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FEV
17
17 FEV 2020
DIREITOS HUMANOS E CIDADANIA
Mais de 50 migrantes e refugiados foram atendidos no escritório itinerante do SJMR
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Mais de 50 pessoas foram atendidas, na última sexta-feira (14), no escritório itinerante do Serviço Jesuíta a Migrantes e Refugiados (SJMR) de Belo Horizonte. O atendimento foi realizado no salão paroquial da Paróquia São Gonçalo, com o apoio da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania, por meio da Superintendência de Políticas de Defesa dos Direitos Humanas e Diversidade Sexual. As pessoas atendidas, várias nacionalidades, foram até o escritório para solucionar problemas de proteção social, jurídica e documental, como solicitações de residência, passaporte, carta convite e currículos. Eles também tiveram a oportunidade de serem orientados por uma advogada e uma assistente social.

“A iniciativa de termos colocado o escritório itinerante em Contagem foi muito importante, uma vez que o poder público junto com a sociedade civil organizada, através do SJMR, tem como propósito ofertar cidadania a essa população que tanto carece. Essas pessoas vêem no povo de Contagem uma porta aberta para um recomeço e vida, e por meio da determinação do prefeito Alex de Freitas, cabe a nossa cidade, com a tradição de uma cidade acolhedora, apoiar essa população em um momento tão importante na vida deles”, disse o secretário de Direitos Humanos e Cidadania, Marcelo Lino.

De acordo com o superintendente de Políticas de Defesa dos Direitos Humanas e Diversidade Sexual, Marco Antônio Diniz, Contagem tem muitas comunidades estrangeiras formada por haitianos, cubanos, colombianos, venezuelanos, entre outros. “Damos prioridade às pessoas que estão em situação de refúgio para que elas acessem a parte de documentação que têm de direito. Fizemos o possível para ajudá-los, dentro das possibilidades do serviço jesuíta. Trouxemos o escritório itinerante do SJMR com o objetivo de diminuir o espaço entre os migrantes e a sociedade brasileira, bem como promover a inserção social. O desejo da Prefeitura é que seja possível atender toda população de estrangeiros e brasileiros com dignidade e a maior efetividade possível”, disse o superintendente.

O analista social do SJMR e coordenador da ação, Felipe Augusto Silva, destacou a importância do escritório itinerante, levando serviços para diversos locais. “É realizado no SJMR itinerante os mesmo atendimentos que são ofertados na nossa estrutura física. Os locais atendidos são realizados em regiões onde há maior concentração de migrantes e refugiados e que, muitas vezes, não têm condições de acessar os nossos serviços. A maioria das pessoas que vieram foram para a área de Proteção Documental, ou seja, em busca de regularizar sua situação migratória”, informou.

Marie Nerline, 38 anos, está em Contagem há 1 ano. Junto ao esposo, 5 filhos e uma amiga, ela contou que mora em uma casa no bairro Laguna e que somente o marido está empregado. “A situação no Haiti estava muito difícil, então viemos para o Brasil. Escolhemos Contagem porque é uma cidade muito boa e já conhecíamos pessoas que moram aqui”, disse. A haitiana contou que foi ao escritório itinerante para regulamentar a documentação. “As vezes faço alguns “bicos”, mas quero mesmo arrumar um emprego”, afirmou.

O SJMR tem como objetivo promover e proteger a dignidade e os direitos da população migrante e refugiada mais vulnerável no Brasil, acompanhando seu processo de inclusão e autonomia na sociedade e poder público. No Brasil, o serviço possui cinco escritórios (Escritório Nacional de Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Boa Vista (RR), Manaus (AM) e Porto Alegre (RS)) e no continente americano integra a Rede Jesuítas com Migrantes – Região Sul.

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