A Casa de Cacos completou 63 anos com uma festa especial e cheia de afeto. Realizada ontem, quinta-feira (28/8), no Cemei Bernardo Monteiro, a comemoração reuniu crianças, educadores e profissionais da cultura para celebrar um dos patrimônios culturais mais emblemáticos de Contagem. Inicialmente prevista para acontecer na própria Casa de Cacos, a programação precisou ser transferida para a unidade escolar em razão da chuva. A mudança não diminuiu o clima de festa. O Cemei foi decorada com fotografias da Casa de Cacos, criando um ambiente de memória e aprendizado para as crianças, que já haviam visitado o patrimônio em outra oportunidade.
A comemoração foi realizada nos dois turnos e contou com a presença do Caquito, personagem que representa a Casa de Cacos e que fez a alegria dos pequenos. Assim que apareceu, o personagem encantou as crianças, que correram para abraçá-lo e aproveitar o momento de celebração. Entre abraços, sorrisos e cantoria, as crianças participaram da homenagem aos 63 anos do patrimônio.

A festa teve bolo decorativo representativo da Casa de Cacos e muita música. Foto: Newton de Castro Resende/FMC
Para a diretora de Memória e Patrimônio, Gabrielle Vaz, ações como essa ajudam a construir, desde a infância, uma relação mais próxima entre as crianças e a história de Contagem. “Trabalhar a educação patrimonial de forma lúdica é uma maneira muito potente de aproximar as crianças da história da cidade. Quando elas conhecem um patrimônio, ouvem suas histórias, brincam e se reconhecem naquele espaço, começam a construir vínculos afetivos com Contagem. É esse sentimento de pertencimento que queremos fortalecer desde a infância: fazer com que nossas crianças conheçam, valorizem e também se sintam parte da preservação da memória e dos patrimônios da nossa cidade”, destacou Gabrielle Vaz.
Para a vice-diretora do CEMEI Bernardo Monteiro, Sara Cristina, receber a celebração na unidade foi uma oportunidade de unir cultura, memória e aprendizagem no cotidiano das crianças.“Receber as comemorações da Casa de Cacos no CEMEI Bernardo Monteiro foi um momento de muita alegria, significado e aprendizagem para nossas crianças. Valorizar a cultura e o patrimônio desde cedo amplia o sentimento de pertencimento e fortalece os vínculos das crianças com a história e a comunidade onde vivem. A presença do Caquito, mascote da Casa de Cacos, tornou a celebração ainda mais especial e próxima do universo infantil”, destacou Sara Cristina.
Durante a tarde, os alunos receberam uma visita especial: a professora e escritora Heloísa Júlia, atualmente vice-diretora da rede municipal e professora da educação infantil na Escola Municipal Walter Fausto do Amaral na época em que o livro foi elaborado. Autora de A Casa de Cacos, Heloísa transformou em literatura a história do patrimônio, com ilustrações produzidas por estudantes da própria escola.
A contação de história do livro A Casa de Cacos, realizada pela própria autora, foi um dos momentos da programação. As crianças também conheceram, de forma lúdica, a trajetória do patrimônio por meio de uma música especialmente relacionada à sua história.
“Foi um momento muito especial e emocionante. A Casa de Cacos é um importante patrimônio cultural da nossa cidade, e levar essa história às crianças é uma forma de preservar nossa memória e despertar nelas o sentimento de pertencimento. O livro nasceu da minha escrita e ganhou vida através das ilustrações das crianças da Escola Municipal Walter Fausto do Amaral. Ontem, apresentar essa obra e contar essa história às crianças do CEMEI Bernardo Monteiro foi muito significativo. Ver o encantamento delas mostrou, mais uma vez, a força da literatura para aproximar as crianças da nossa cultura e da nossa história”, destacou Heloísa Júlia.
A celebração dos 63 anos da Casa de Cacos integra as ações de valorização do patrimônio cultural de Contagem e as comemorações pelos 115 anos do município. Mais do que marcar uma data, a iniciativa levou para dentro da escola a história de um espaço único e mostrou às crianças que preservar o patrimônio também significa conhecer, vivenciar e compartilhar suas histórias. Entre o carinho pelo Caquito, as fotografias, a música, o bolo e a literatura, a Casa de Cacos celebrou seus 63 anos junto de quem ajuda a manter viva sua memória: as novas gerações.
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