Na última quinta (25/6), o Núcleo de Referência LGBT+ promoveu, em parceria com o Centro Municipal de Agricultura Urbana e Familiar (CMAUF), a roda de conversa “Raízes do Futuro: agroecologia e meio ambiente”. O evento, realizado na sede do CMAUF, no bairro Praia, colocou em pauta o debate da inclusão e promoveu a integração da pauta LGBTQIA+ com o meio ambiente.
O encontro destacou a importância da inclusão da população LGBTQIA+ e fomentou a discussão sobre a economia solidária no município e como a atuação dos pequenos produtores é fundamental para a agroecologia e para a redução da insegurança alimentar na sociedade. Além disso, debateu-se os impactos do agronegócio e a monocultura na sociedade, desde os impactos no solo e no meio ambiente até os efeitos na saúde pública.
Eros Miranda e Mari Moreira são membros da “aKasulo”, Centro de Convivência LGBTQIA+ de Belo Horizonte com origem no Barreiro. Eles participaram da roda de conversa e, segundo Eros, o projeto visa, também, a expansão das ações na Região Metropolitana. “A gente está em junho, mês em que se celebra o orgulho LGBTQIA+ e do meio ambiente. Então, é propício a gente conversar sobre como se dá essa confluência. Nós estamos em diferentes territórios, a gente também luta por direito à soberania alimentar, à moradia, ao acesso à terra e à memória dos nossos territórios”, declarou Eros Miranda.
Já Mari falou sobre a importância da parceria com o Centro de Referência LGBT+ de Contagem e em como promover uma rede de apoio e inclusão na Região Metropolitana. Ela aponta que a participação em feiras e o fortalecimento da economia solidária é fundamental neste processo.
A diretora de Produção e Comercialização da Agricultura Urbana e Familiar Agroecológica do CMAUF, Stela Gomes, enfatizou sobre a convergência das pautas agroecológica e LGBTQIA+: “Esse evento do CMAUF, em parceria com os direitos humanos, vem para trazer a interlocução de duas pautas que são muito importantes, tanto para o movimento da agroecologia e da segurança alimentar como para os direitos humanos. Além da agroecologia, trabalhar possibilidades de inclusão da população LGBT em todos os espaços, inclusive, nesses espaços de segurança alimentar e de promoção dos direitos humanos é fundamental”.
Núcleo de Referência LGBT+









