A trajetória social começou ainda no período em que integrava uma torcida organizada, quando promovia ações solidárias em bairros da região. Com o passar do tempo, o envolvimento com a comunidade e as experiências pessoais fizeram o projeto ganhar novos caminhos. Após enfrentar um momento delicado na família, com a doença e perda da mãe, Wellington se afastou das atividades ligadas à torcida organizada Máfia Azul de Contagem e direcionou suas iniciativas para o futebol de várzea, onde encontrou um novo espaço de mobilização coletiva.
A partir daí, as ações passaram a ser organizadas junto a amigos e equipes da várzea de Nova Contagem. Segundo ele, a ideia é simples: reunir voluntários para pequenas intervenções que fazem diferença no dia a dia da comunidade.
“As iniciativas não têm fins lucrativos nem vínculo político, sendo definidas pelo grupo
como uma forma de retribuir à própria comunidade tudo o que receberam ao longo da vida”.
Mobilizador social, Wellington Melo
Em outro momento, no local conhecido como Beira Campo, na Arena Nova Contagem, um grupo de amigos se uniu para promover mais uma ação comunitária, com participação de crianças da região. Já em outra mobilização, no bairro Estaleiro, o engajamento foi ainda maior, com presença de famílias, crianças e maior volume de atividades, incluindo pinturas e desenhos coletivos.
Wellington destacou que, embora ainda sejam ações pontuais e em fase de organização, o objetivo é ampliar o alcance e estruturar melhor o projeto.
“O movimento está em transição, deixando de ser restrito a um grupo específico
e buscando envolver públicos diversos da comunidade”.
Mobilizador social, Wellington Melo
O projeto também conta com apoio de amigos e parceiros locais, que colaboram na divulgação e na execução das ações. Entre eles, Wellington citou a importância de pessoas da comunidade do Estaleiro e do Esporte Clube Nova Contagem, onde atua como diretor. “O envolvimento de atletas e apoiadores também tem sido fundamental para ampliar a visibilidade das iniciativas”, afirmou.
Outro nome lembrado por Wellington é o do jogador Fabrício, que, segundo ele, teve papel importante na divulgação das ações e na conquista de apoio e patrocínios, contribuindo para dar maior alcance às atividades realizadas com as crianças. Fabrício é, hoje, comentarista esportivo, e muito ligado ao Cruzeiro, clube pelo qual jogou por alguns anos e se destacou.
Mesmo ainda sem uma estrutura formal ou equipe consolidada, o projeto segue crescendo de forma orgânica, baseado no engajamento voluntário e na união entre amigos do futebol de várzea. A proposta, segundo seus idealizadores, é simples: transformar pequenos gestos em impacto direto nas comunidades de Nova Contagem. Para a Copa, a região já tem suas cores mais que definidas.









