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MAI
20
20 MAI 2026
SAÚDE
Combate às hepatites virais reforça ações de prevenção e testagem
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No âmbito da Saúde, a Campanha “Maio Vermelho” também é dedicada à conscientização e prevenção das hepatites virais. O mês chama atenção para o diagnóstico precoce e tratamento da hepatite, que muitas vezes evolui de forma silenciosa. Para isso, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) reforça a importância da vacinação e da realização do teste rápido para identificação. O momento ainda destaca a necessidade de ampliar o acesso à informação e fortalecer as ações de vigilância, prevenção e controle da doença, incentivando o cuidado contínuo com a saúde. 

O Sistema Único de Saúde (SUS) Contagem realiza o diagnóstico por meio de testes rápidos e exames laboratoriais específicos, para ter acesso o usuário deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência. Após o diagnóstico, os pacientes são encaminhados para acompanhamento especializado com infectologista no Centro de Atenção Especializada (CAE) Iria Diniz. 

De acordo com a subsecretária de Vigilância em Saúde, Rejane Letro, a atuação do SUS Contagem na prevenção e combate às hepatites virais envolve ações contínuas de educação em saúde. “Ações em escolas, campanhas educativas, mobilizações de conscientização, realização de Dias D para ampliação do acesso da população às vacinas fazem parte da estratégia para a prevenção e combate das hepatites”.

Tipos de Hepatites

Hepatite é o nome dado a toda inflamação que atinge o fígado, um importante órgão do sistema digestório, que tem um papel principal na desintoxicação do organismo. Essa doença é causada, na maioria das vezes, por uma infecção viral, embora também possa ser acarretada pelo uso abusivo de substâncias tóxicas (álcool, medicamentos e drogas), doenças genéticas ou autoimunes.

A hepatite viral pode ser classificada pelos tipos A, B, C, D e E. No Brasil, as mais comuns são causadas pelos vírus A, B e C. Cada tipo de hepatite tem suas próprias formas de transmissão. A hepatite A é geralmente transmitida por meio de alimentos ou água contaminada, enquanto as hepatites B e C são transmitidas principalmente pelo contato com sangue contaminado e, no caso da hepatite B, também por meio de relações sexuais desprotegidas e da mãe para o filho durante a gestação. 

As hepatites podem não apresentar nenhum sintoma, manifestando-se somente quando o vírus está avançado, como é o caso das hepatites B e C, dois tipos silenciosos que podem levar à cirrose e ao câncer hepático. A hepatite A também demanda atenção, especialmente em situações relacionadas às condições sanitárias e ocorrência de surtos.

Não há testes rápidos para as hepatites A, D e E. Os exames para detecção dessas infecções estão indicados em situações específicas para investigação clínica de casos suspeitos, ou seja, quando a pessoa apresenta sinais e/ou sintomas sugestivos da doença. A testagem de mulheres grávidas ou com intenção de engravidar é fundamental para prevenir a transmissão para o bebê.

Prevenção

Para evitar a infecção, é importante não compartilhar com outras pessoas qualquer objeto que possa ter entrado em contato com sangue (seringas, agulhas, alicates, escova de dente, etc.), além do uso de preservativo nas relações sexuais.

Alguns grupos são considerados mais vulneráveis e prioritários para as ações de prevenção, como profissionais da saúde, gestantes, pessoas vivendo com HIV/aids, pessoas privadas de liberdade, usuários de álcool e outras drogas, pessoas com múltiplos parceiros sexuais, população em situação de rua, dentre outros.

“Mesmo na ausência de sintomas, muitas hepatites evoluem de forma silenciosa, por isso é fundamental evitar o compartilhamento de objetos perfurocortantes, utilizar preservativos, manter hábitos saudáveis e buscar atendimento nas unidades de saúde para avaliação e orientação adequada. O diagnóstico precoce salva vidas e possibilita tratamento oportuno. A testagem periódica e a vacinação são formas essenciais de prevenção e controle”, conclui Letro.


As vacinas contra as hepatites A e B estão disponíveis no SUS Contagem
Foto: Fábio Silva / PMC

Vacinação

A vacina contra Hepatite A faz parte do Calendário Nacional de Vacinação infantil, sendo indicada aos 15 meses de idade, podendo ser administrada até quatro anos, 11 meses e 29 dias. Para adultos, a vacina é indicada para pessoas suscetíveis em condições especiais, como portadores de doenças hepáticas crônicas, hepatites virais, coagulopatias, HIV/Aids, imunossupressão, fibrose cística, hemoglobinopatias, pessoas com ausência ou alteração do baço, além de candidatos doadores e transplantados de órgãos e medula óssea. 

Já a vacina contra Hepatite B é indicada para toda a população a partir do nascimento. Contra a Hepatite C não existe vacina, porém há tratamento, cujo índice de cura é de 90%.

A vacinação está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Para receber a vacina, é necessário apresentar documento de identificação com foto e cartão de vacinação. As salas de vacinas funcionam de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h30, exceto feriados.

Autor: estagiário Gustavo Oliveira sob supervisão da jornalista Natália Rosa / edição: Vanessa Trotta
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