O Cartão Nacional de Saúde (CNS), popularmente chamado de Cartão SUS, é um documento essencial para quem utiliza o Sistema Único de Saúde (SUS). Ele registra o histórico e as informações de cada paciente, o que permite aos órgãos de saúde identificar áreas com maior necessidade de serviços específicos. Dessa forma, é possível otimizar o planejamento de recursos e, consequentemente, diminuir o tempo de espera nas filas.
O Ministério da Saúde unificou o registro de pacientes no SUS ao adotar o Cadastro de Pessoa Física (CPF) (Lei Federal 14.534/2023), como identificador único para a emissão do CNS. A medida torna o atendimento na rede pública mais simples e seguro para o cidadão, além de fortalecer a transformação digital e a qualidade das informações utilizadas na gestão pública.
A diretora de Atenção Primária à Saúde, Fernanda Perdigão, explica que o novo documento passa a apresentar o CPF como número principal, enquanto o antigo registro atua como um identificador secundário. “A mudança elimina duplicidades e reduz o risco de erros no momento do atendimento, garantindo maior agilidade para os usuários e profissionais. O histórico clínico fica disponível integradamente em qualquer unidade de saúde do território nacional, uma vez que a unificação vincula todos os registros a um só cadastro e evita a fragmentação das informações”.
A medida é um passo fundamental para fortalecer a identidade digital do cidadão, simplificar o acesso a serviços, reduzir fraudes e ampliar a segurança e a qualidade das informações de saúde. O formato atualizado já pode ser acessado pelo aplicativo “Meu SUS Digital”.
Meu SUS Digital é uma solução de Saúde Digital que visa facilitar o acesso às informações em saúde, promovendo a continuidade do cuidado, a transparência e a segurança dos dados. O aplicativo possibilita aos cidadãos o acesso às suas informações de saúde, além dos diversos serviços digitais, entre eles: acompanhar seu histórico clínico, dados de vacinação, resultados de exames, medicações, posição na fila de transplante, e outros serviços a fim de efetivar a informatização da atenção à saúde por meio da inovação e transformação digital.
Ainda de acordo com a diretora, a orientação oficial estabelece o CPF como o dado prioritário na recepção dos centros de saúde, mas o acolhimento permanece assegurado para todos os cidadãos, mesmo para aqueles desprovidos do documento. “Pacientes sem identificação recebem o cuidado necessário em situações de urgência e emergência. Populações indígenas, ribeirinhas, nômades, estrangeiros em trânsito e pessoas em situação de rua mantêm o direito ao cadastro sem a documentação, mediante o registro de uma justificativa no próprio sistema”, completa.
A utilização do CPF como chave principal permite que a base do SUS opere de forma segura e padronizada com outros bancos de dados do governo federal, a exemplo do IBGE e do CadÚnico, em alinhamento com a Estratégia Nacional do Governo Digital, com foco na transparência, na segurança da informação e na melhoria contínua dos serviços oferecidos à população.
Em caso de extravio, não é necessário fazer boletim de ocorrência. A obtenção de uma segunda via é feita pelo aplicativo ou solicitando a impressão nas Unidades Básica de Saúde (UBSs).
Procure sua UBS de referência e atualize seu Cartão SUS, portando documento de identificação e comprovante de endereço. Você também pode baixar o aplicativo “Meu SUS Digital”. Com ele, o seu documento estará sempre disponível no seu celular.









