O Ebola é uma doença viral rara, grave e potencialmente fatal, causada por vírus do gênero Ebolavirus.
A doença pode afetar seres humanos e alguns animais, como primatas e morcegos frutíferos, que são considerados os reservatórios mais prováveis do vírus.
A taxa de letalidade em surtos pode ser alta, em média ao redor de 50%, podendo variar conforme o surto e a rapidez do atendimento.
Não há registro de casos de Ebola no Brasil que tenham sido adquiridos dentro do País, e o risco para a população em geral é considerado muito baixo.
Os casos e surtos ocorrem principalmente em países da África, especialmente na África Subsaariana.
A transmissão ocorre por contato direto com sangue ou outros fluidos corporais de pessoas ou animais infectados, tais como:
Sangue;
Vômito;
Fezes;
Urina;
Saliva;
Sêmen;
Leite materno.
Também pode ocorrer por contato com objetos contaminados, como roupas, lençóis e superfícies.
Importante: O Ebola não é transmitido pelo ar.
A transmissão ocorre somente após o aparecimento dos sintomas.
Pessoas sem sintomas não transmitem a doença.
O risco é maior para pessoas que:
Viajaram para áreas com surto ativo;
Tiveram contato próximo com pessoa infectada;
Prestaram assistência sem uso adequado de EPI;
Participaram do manejo de corpos em áreas afetadas.
Profissionais de saúde e contactantes próximos têm risco acentuado.
Em caso de febre e sintomas compatíveis após viagem para área com transmissão ou contato com caso suspeito, procure atendimento de saúde imediatamente e informe detalhadamente o histórico de viagem ou exposição.
As principais medidas são:
Evitar áreas com surtos ativos;
Higienizar as mãos frequentemente;
Evitar contato com sangue e secreções;
Não manusear corpos de pessoas suspeitas;
Utilizar equipamentos de proteção em serviços de saúde.