Com foco na conscientização e fortalecimento do respeito à diversidade e combate à discriminação, a Prefeitura de Contagem promoveu uma formação sobre direitos e cidadania LGBTQIA+ no Abrigo Bela Vista, no início da semana. A atividade marcou o início de uma série de ações promovidas ao longo da semana, em alusão ao Dia Internacional de Combate à LGBTfobia, celebrado no domingo (17/5).
Durante a formação, foram esclarecidas dúvidas sobre orientação sexual, identidade de gênero, e direitos da população LGBTQIA+, além da discussão de temas como a desconstrução de preconceitos e o papel das instituições públicas na promoção da cidadania e da inclusão.
Para a analista social da Casa de Direitos Humanos e do Núcleo de Referência LGBT, Ana Lima, a realização de palestras e momentos formativos é fundamental para ampliar o conhecimento da população sobre as políticas públicas e garantir o acesso à informação e aos direitos da comunidade LGBT+.
“É importante difundir os direitos da pessoa LGBT+ em todos os ambientes,
para alertar sobre qualquer tipo de violação que o público possa estar sofrendo.
Muitas vezes, passam por situações de preconceito, discriminação ou violência e
não sabem identificar que aquilo é uma violação de direitos ou onde buscar apoio.
Por isso, esses espaços de diálogo e conscientização são essenciais para fortalecer o respeito,
promover a inclusão e aproximar a população dos serviços de acolhimento e proteção disponíveis no município”.
Analista social da Casa de Direitos Humanos e do Núcleo de Referência LGBT
A coordenadora do Abrigo Bela Vista, Eliana Braga, destacou a importância das ações de conscientização no espaço.
“A proposta das palestras é promover conscientização, respeito e convivência pacífica entre os acolhidos.
O abrigo recebe pessoas com diferentes histórias, religiões, orientações sexuais e formas de compreender a própria identidade.
Trabalhamos constantemente a importância do respeito às diferenças e do cuidado com o outro.
Além de trazer informação e esclarecer dúvidas, essas ações também abordam temas como prevenção às ISTs,
saúde e direitos, fortalecendo um ambiente mais acolhedor e seguro para todos”.
Coordenadora do Abrigo Bela Vista, Eliana Braga
Abrigo Bela Vista
O espaço conta com 50 vagas, sendo 28 destinadas a homens e 22 a mulheres, com permanência de até seis meses, prazo que pode ser ampliado conforme avaliação da equipe técnica formada por psicólogos e assistentes sociais.
Os acolhidos chegam ao local por meio de encaminhamentos realizados por serviços sociais, casos, por exemplo, do Centro POP, Serviço Especializado em Abordagem Social (Seas) ou unidades de saúde, passando, obrigatoriamente, pela Gestão de Acolhimento Institucional (GAI). A GAI é vinculada à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Segurança Alimentar (SMDSSA), responsável pela triagem e definição da vaga adequada para cada perfil atendido. O serviço também atua em parceria com a rede de saúde do município, garantindo acesso a unidades básicas, vacinação e atendimento social completo.
Ao chegar ao abrigo, os usuários são acolhidos pelos educadores, recebem kit com roupa de cama, toalha e itens de higiene pessoal e, em seguida, são encaminhados para avaliação individualizada da equipe técnica, responsável pelos encaminhamentos necessários em cada caso.
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