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16 MAI 2026
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Contagem fortalece ações e projetos climáticos em agendas nacionais
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A Prefeitura de Contagem, representada por integrantes das secretarias de Habitação, Secretaria-Geral e Meio Ambiente, participou, na última semana, em Brasília, de agendas nacionais voltadas à adaptação climática, sustentabilidade urbana e financiamento de projetos estruturantes: o FinanCidades 2026; o 3º Encontro do Programa “Cidades Verdes Resilientes”; e o “Periferias Verdes Resilientes”.

Os três eventos reuniram representantes de governos municipais, ministérios, instituições financeiras nacionais e internacionais, organismos multilaterais e especialistas em infraestrutura urbana sustentável, com foco na troca de experiências, fortalecimento institucional e articulação de oportunidades para implementação de projetos urbanos resilientes.

FinanCidades 2026

Durante o FinanCidades 2026, iniciativa promovida pelo WRI Brasil e pela Rede para Financiamento de Infraestrutura Sustentável em Cidades (Rede Fisc), Contagem apresentou projetos municipais voltados à infraestrutura urbana sustentável e à adaptação climática.

Entre os projetos selecionados para participação nas rodadas de matchmaking (termo em inglês que significa, literalmente, “fazer combinações”, sendo um processo de conectar duas ou mais partes com interesses, habilidades ou objetivos complementares) com instituições financeiras de desenvolvimento, foram escolhidos três: a Bacia de Contenção de Enchentes do Vila Rica, associada ao saneamento local; o Projeto Caminhar e Proteger (sobre a recuperação de uma área verde do bairro Bougainville, com a implantação de área de convivência, praça e pista de caminhada); além de um parque localizado no bairro Jardim Marrocos, que prevê não apenas a remoção de algumas famílias, mas também urbanização e recuperação de nascentes e córregos.

“Esses projetos foram apresentados e chamaram a atenção de agentes financiadores. O BNDES ficou muito interessado no projeto da bacia de contenção. Os demais também despertaram interesse e aumentaram as expectativas para outros tipos de financiamento”, relatou a assessora da Secretaria-Geral e coordenadora da Conformidade Climática de Contagem, Maria Thereza Mesquita. O FinanCidades tem como objetivo aproximar municípios e potenciais financiadores, promovendo conexões técnicas para estruturação e viabilização de projetos urbanos sustentáveis.

No caso do Parque Nascentes da Pampulha, apresentado pela equipe técnica da Secretaria de Habitação, a proposta prevê a recuperação ambiental de uma área situada na cabeceira da bacia hidrográfica, associada à redução de riscos geológicos e hidrológicos em assentamento informal localizado às margens da Via Expressa de Contagem. O projeto propõe soluções baseadas na natureza, como recuperação de nascentes, implantação de áreas drenantes, reflorestamento e criação de parque público, integradas ao reassentamento de famílias em situação de risco e à qualificação ambiental e urbana do território.

Programa Cidades Verdes Resilientes

As secretarias municipais também participaram do 3º Encontro do Programa “Cidades Verdes Resilientes”, promovido pelo governo federal, com foco no enfrentamento do calor urbano extremo por meio de soluções baseadas na natureza. A programação reuniu representantes dos ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima e das Cidades, além de pesquisadores, organizações da sociedade civil, agentes comunitários e gestores públicos de diversas regiões do país.

“O Programa ‘Cidades Verdes Resilientes’ foi mais um encontro importante, e Contagem faz parte de um grupo de 50 cidades-modelo resilientes. Neste encontro, foi lançada a coletânea ambiental de espécies do Brasil, além da abertura de um edital para que municípios com até 700 mil habitantes pudessem apresentar projetos de arborização urbana, principalmente em áreas periféricas, podendo gerar investimentos entre R$ 1 milhão e R$ 2 milhões”, relatou Maria Thereza Mesquita.

Para o secretário de Meio Ambiente de Contagem, Geraldo Vitor de Abreu, “o Programa Cidades Verdes Resilientes é uma iniciativa de extrema importância para o futuro das cidades brasileiras, principalmente diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas. O evento representou um chamado coletivo diante da necessidade urgente de construirmos uma cidade mais sustentável, humana e preparada para enfrentar eventos climáticos extremos, que já impactam a vida das pessoas”, afirmou. “O Brasil tem avançado na compreensão de que o desenvolvimento urbano e a proteção ambiental precisam caminhar juntos. Não é mais possível pensar no crescimento da cidade sem considerar temas fundamentais, como arborização urbana, drenagem sustentável, recuperação de áreas degradadas, mobilidade sustentável e adaptação climática.”

O Cidades Verdes Resilientes traz essa visão integrada e reconhece que investir em áreas verdes, em soluções baseadas na natureza e em planejamento urbano sustentável não é gasto, mas investimento, principalmente em qualidade de vida, prevenção de desastres, proteção das pessoas e desenvolvimento com responsabilidade. “Muitas cidades brasileiras enfrentam dificuldades técnicas e financeiras para estruturar projetos ambientais e urbanos. O programa cria instrumentos para fortalecer essa capacidade local e ampliar o acesso a financiamentos, cooperação técnica e parcerias estratégicas. É preciso, cada vez mais, fortalecer o diálogo entre governos, instituições, universidades e sociedade civil para que seja possível transformar essas diretrizes em ações concretas. As mudanças climáticas já são uma realidade. Preparar as cidades deixou de ser uma escolha e se tornou uma necessidade urgente”, destacou.

Por fim, Geraldo Vitor ressaltou que, em Contagem, diversas ações já são realizadas nesse sentido, como o Plano Local de Ação Climática (Plac), o Plano Municipal de Arborização Urbana (Pmau) e os processos de licenciamento. “Assim, esperamos não apenas ser contemplados por programas como esse, mas também transformar Contagem em um modelo para a Região Metropolitana, Minas Gerais e o Brasil. Acredito que estamos no caminho”.

Periferias Verdes Resilientes

Além da programação principal do encontro, uma equipe técnica do município participou das atividades do eixo “Periferias Verdes Resilientes”, iniciativa coordenada pela Secretaria Nacional de Periferias do Ministério das Cidades, voltada à implementação de soluções baseadas na natureza em territórios periféricos vulneráveis.

No âmbito dessa iniciativa, o bairro Nascentes Imperiais, na região do Petrolândia, receberá ações de adaptação climática e recuperação ambiental a partir de proposta desenvolvida pela organização selecionada pelo governo federal para atuação no território, com investimento aproximado de R$ 2 milhões. As ações complementam as obras de urbanização já em andamento no território, por meio do Novo PAC, e reforçam a atuação integrada entre políticas habitacionais, ambientais e de enfrentamento às mudanças climáticas.

Autor: repórter João Cavalcanti
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