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MAI
01
01 MAI 2026
CULTURA
GABINETE DO PREFEITO
50ª Missa do Trabalhador reforça a luta por mais direitos e dignidade
Foto Noticia Principal Grande
Foto: Adelcio Ramos / PMC
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Fé, tradição, gratidão e resistência marcaram a 50ª edição da Missa do Trabalhador, celebrada nesta sexta-feira (1º/5), na Praça da Cemig, na região Industrial, em Contagem. Com o tema “Trabalho e dignidade humana: um grito pela paz”, a celebração trouxe uma reflexão sobre os desafios enfrentados pelos trabalhadores e a importância da valorização da vida e dos direitos trabalhistas.  

Presidida pelo bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte, dom Nivaldo dos Santos, a celebração reuniu milhares de devotos de São José Operário para uma liturgia marcada por momentos de louvor, orações e manifestações.  

O prefeito Ricardo Faria participou da missa e destacou a importância da celebração como espaço de fé, união e reflexão sobre a realidade da classe trabalhadora. 

“A Missa do Trabalhador é celebrada no dia 1º de maio, em Contagem, há 50 anos, reunindo trabalhadores e trabalhadoras em um momento de fé e mobilização. Realizada na Praça da Cemig, na Cidade Industrial, a celebração também convida à reflexão sobre as condições de trabalho e os desafios da classe trabalhadora. Nesse contexto, reforça a mensagem de que Cristo se faz presente na luta por melhores condições e mais dignidade”.  

Prefeito Ricardo Faria

Durante a homilia, dom Nivaldo destacou a importância do trabalho e da fé na vida cristã, inspirando-se na criação divina e no exemplo de Jesus. Ele ressaltou a necessidade de reconhecer a presença de Deus nas ações do dia a dia, exercer o trabalho com dedicação e gratidão. 

Além disso, o religioso abordou a relação entre trabalho, fé e justiça social, enfatizando a atuação da Igreja na defesa dos direitos dos trabalhadores, fundamentada em encíclicas papais que reconhecem o trabalho como valor humano, e não apenas como mercadoria. Ao recordar os 50 anos de mobilização dos trabalhadores de Contagem, destacou a busca contínua por justiça e direitos, além da importância da dignidade no trabalho.  

Nesse contexto, fez uma reflexão sobre a garantia de direitos, mencionando a jornada de trabalho excessiva e a necessidade da pausa para todos. “Nós lutamos para que os trabalhadores não sejam privados do seu direito inalienável de trabalhar dignamente e obter a pausa necessária. A escala 6X1 priva o homem e a mulher do convívio com a família e do descanso merecido”, pontuou.  

“Nunca nos esqueçamos que antes do lucro vem a pessoa, antes da meta vem o domingo e antes de tudo está a vida. Trabalho é para dar vida, não para tirá-la. Como diz Jesus, eu vim trabalhar, eu vim para que todos tenham vida e vida em abundância. Louvado seja Deus por tudo e por todos os trabalhadores e trabalhadoras do nosso Brasil e do mundo inteiro”, concluiu dom Nivaldo.  

Esperança e gratidão 

Marcada pela esperança e gratidão, a celebração contou com trabalhadores que levaram carteiras de trabalho, crachás e objetos que simbolizam suas profissões, em busca de proteção para seus empregos e também por uma oportunidade no mercado de trabalho. 

Muito emocionado, o porteiro Manoel Rocha veio agradecer a graça alcançada. “Ano passado, eu estava desempregado. Trouxe minha carteira de trabalho e fiz um pedido. Logo fui chamado para uma vaga, onde estou hoje, e sou muito grato a Deus e a São José”. 

Rafael Martins, formado em Economia, está em processo seletivo em uma instituição financeira. Para reforçar o pedido, ele participou da missa com a família. “Estou na etapa final de uma seleção. Tenho muita fé que serei contratado em breve. É uma oportunidade que pode mudar a minha vida, e acredito que São José Operário vai interceder e Deus vai abrir as portas para mim”, disse. 

Em um ato simbólico, fiéis subiram ao altar levando cartazes com a palavra “paz” e nomes de diversas profissões, representando a diversidade e a força do trabalho. Entre elas, estavam garçom, dentista, lanterneiro, vendedor, gerente, gari, pedreiro, pintor, músico, fotógrafo, contador e outras, em um gesto que reforçou a valorização de todas as categorias e o desejo coletivo por dignidade e harmonia no mundo do trabalho.  

“Fé e Resistência: 50 anos da Missa do Trabalhador” 

Neste ano, a programação contou com a exposição “Fé e Resistência: 50 anos da Missa do Trabalhador”, que apresenta registros históricos e memórias que atravessam cinco décadas de devoção e mobilização popular, reunindo fotografias, documentos e registros que revelam a força simbólica da celebração ao longo das décadas. 

Com caráter itinerante, a mostra percorre pontos estratégicos da região metropolitana, ampliando o alcance dessa memória coletiva e promovendo o diálogo entre cultura, fé e direitos sociais. 

 Jubileu de Ouro 

A Missa do Trabalhador é celebrada em Contagem desde 1976. A celebração, que une fé e cidadania, integra a programação da Arquidiocese de Belo Horizonte pelo Dia de São José Operário, instituído em 1955 pelo Papa Pio XII e celebrada anualmente em 1º de maio. São José Operário é reconhecido como padroeiro dos trabalhadores. 

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Autor: repórter Natália Rosa / Edição: Vanessa Trotta
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